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DELETE OS DADOS INÚTEIS DO SEU SISTEMA. ELES CUSTAM MUITO CARO

18/04/2016

Um relatório Global Databerg, realizado pela Veritas, mostra que 52% de toda informação atualmente armazenada e processada pelas organizações ao redor do mundo é considerada “dado escuro", cujo valor é desconhecido. Além disso, outros 33% dos dados são considerados redundantes, obsoletos, ou triviais (ROT) e são conhecidos por serem inúteis. Se deixados indomados, esses dados “escuros” e ROT corporativos vão custar, desnecessariamente, para as organizações por volta de 3,3 trilhões de dólares para serem gerenciados até o ano de 2020.

De acordo com a pesquisa, as organizações estão criando e armazenando dados a um ritmo cada vez maior, devido a uma cultura de ´acumulação de dados´ e a uma atitude indiferente à política de retenção. Esses dados podem ser qualquer coisa, desde informações de negócios valiosas até informações non-compliant.

O relatório releva que líderes de TI consideram que somente 15% de todos os dados armazenados podem ser considerados como informações organizacionais críticas. Para uma organização de médio porte guardando 1000 TB de dados, o custo para armazenar as informações que não são críticas está estimado em mais de 650 mil dólares anualmente.

Em entrevista ao portal Convergência Digital, o gerente de Engenharia da Veritas Brasil, Marcos Tadeu, é taxativo: "Há um acúmulo de dados inúteis. Não se pode ter medo de jogar fora o dado que não serve. E é isso que está acontecendo hoje". No estudo, os números no Brasil são melhores que na maioria de outros países ao redor do mundo, mas, segundo a Veritas, ainda existe a necessidade de tomar o controle de seu Databerg e identificar o valor do negócio e risco.

"Hoje, 22% das organizações brasileiras fazem essa identificação, a terceira maior taxa global. Os dados precisam ser classificados com base em uma política de retenção de dados de uma organização, e há uma crescente demanda por uma jornada de informação eficaz a ser implementada para dados escuros", acrescenta Marcos Tadeu.

Para Marcos Tadeu, a governança dos dados é uma jornada e o Brasil começa a dele. "Não é simples. Precisa de ter toda a empresa envolvida. Governança não é só Tecnologia. E isso precisa ficar transparente", salienta o executivo. De acordo com a pesquisa global, 40% de dados armazenados nunca foram usados depois de três anos e são considerados “velhos”. O Relatório Global Databerg confirma que líderes de TI estão cientes deste problema. O estudo também salientou que:

 A grande maioria dos Dados Corporativos fica abaixo da linha d’água

Ao redor do mundo, o Relatório Global Databerg descobriu que, em média, 52% de todo o armazenamento de dados são escuros. Os dados escuros podem ser tanto redundantes, obsoletos ou triviais (ROT) como também dados corporativos limpos e valiosos. Os piores transgressores de dados escuros são da Alemanha, Canadá e Austrália com, respectivamente, 66%, 64% e 62% dos seus dados armazenados definidos como escuros. A taxa de 47% do Brasil é um dos percentuais mais baixos de todo o mundo. Os EUA estão em uma posição média com 54% de dados desconhecidos. Além de 22% do Brasil, a maior proporção de dados limpos e dados críticos de negócios identificados foram encontrados na China (25% limpos) e Israel (24% limpos). Mas isso ainda significa que mais que 75% de todos os dados que eles estão armazenando são escuros ou não tem valor para o negócio.

Um medo do botão Delete

Dados ROT já foram identificados pelas organizações como redundantes, obsoletos ou triviais que fornecem pouco ou nenhum valor corporativo. Mas, ainda 48% de todos os dados armazenados na Dinamarca; 44% na Holanda e 43% de todos os dados nos Emirados Árabes pertencem a esta categoria. Nos EUA, 30% são dados ROT. Em 31%, os dados ROT do Brasil são 2% melhores que a média global de 33%.

A corrida para a nuvem está alimentando o Databerg

A adoção e processamento em nuvem são definidos por aumentar mais de um terço durante 2016, de 33% para 46%, com o Brasil e Estados Unidos liderando com uma média de 61% dos dados previstos na nuvem até o final do ano. Apesar do condutor de curto prazo seja reduzir custos, há uma preocupação crescente sobre os custos de lock-in no futuro - enviar dados para a nuvem pode simplesmente mover o problema para mais longe, acrescentando-os ao dado escuro e os dados escuros não classificados.

A consumerização de TI borrou as linhas para funcionários

Aproveitar a TI corporativa significa fazer com que as empresas paguem para armazenar dados que não tem valor de negócio para elas. Em média, 26,5% dos empregados armazenam dados pessoais em seus dispositivos de trabalho. O Brasil tem uma das mais baixas classificações em termos de disciplina do empregado em aderir às políticas de dados corporativos, com 37% de funcionários que armazenam dados em dispositivos de trabalho. Como muito dos dados são escuros, a TI não pode avaliar quais dados têm valor comercial ou quais são apenas os "vídeos do gato" de algum funcionário.

Mais dados pessoais além do que já existiu em redes corporativas

Não entender o que está sendo armazenado em recursos corporativos é muito arriscado e não deixa ´negações plausíveis´ em caso de investigação regulatória ou criminal. No Brasil, o número de empregados que usam redes corporativas para uso pessoal está crescendo, levando a mais tipos de arquivos - tais como documentos pessoais e legais de identificação (70%), fotos (67%) ou software não-aprovados (42%) - sendo armazenados no trabalho. Pode até parecer inocente no começo, mas muitos desses documentos podem desencadear novas regras de privacidade de dados em jurisdições regionais ou potenciais problemas de direitos autorais.

 O Relatório Global Databerg é uma grande pesquisa global independente, que cobre 2.550 tomadores de decisões seniores de TI de 22 países. O estudo, conduzido pela Veritas e pela empresa de pesquisa Vanson Bourne, analisa a forma como as organizações em todo o mundo (incluindo Américas, Europa, Oriente Médio e Ásia Pacífica) armazenam e gerenciam seus dados, destacando atitudes e comportamentos que estão alimentando uma explosão de dados sem precedentes.
 
 
 
Fonte: Convergencia digital

 
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