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POR QUE AS FRANQUIAS ESTÃO VIRANDO A SALVAÇÃO DAS OPERADORAS NA ERA DO STREAMING?

01/04/2016


Nossas experiências com consumo de internet trazem à tona quem é o responsável por toda essa discussão sobre franquias de internet: o streaming. A ascensão de plataformas de vídeo transmitidos através da web mudou o perfil de consumidor, e as operadoras estão buscando formas de lidar com a nova realidade.

Para quem não conhece o processo da venda da banda larga, funciona da seguinte forma: as operadoras possuem uma estrutura local e vendem os planos. Apesar de, no contrato, você possuir uma determinada velocidade contratada, praticamente nenhuma operadora conseguiria entregar essa velocidade máxima a todos ao mesmo tempo. Isso não é ilegal e inclusive há valores que as operadoras precisam atingir dentro de sua franquia, algo que deve ser em média 80% do que foi contratado e no mínimo 40%, definido pela ANATEL. E se você acha pouco, já foi pior. Antigamente a norma era de no mínimo 10%.

Aí surge a raiz do problema: naturalmente é impossível que toda a base instalada de consumidores decida ao mesmo tempo usar toda sua capacidade de banda. Isso cria margens que possibilitam a inscrição de novos clientes, que somados ficariam acima da capacidade da estrutura disponível se acontecesse esse alinhamento de consumo improvável. Do lado da operadora isso é benéfico ao aumentar sua renda com mais consumidores, enquanto isso o consumidor tem acesso a planos mais baratos disponíveis através dessa otimização da estrutura.

Mas esse equilíbrio foi quebrado com o crescimento de serviços como Netflix, YouTube e Twitch. Com o aumento acelerado do consumo de banda dos usuários, as operadoras passaram a ter um problema com o dimensionamento da rede, em um contexto onde todos consomem mais que antes e alguns (esses que emendam maratonas de séries uma após a outra) agora consomem MUITO mais que antes.

Estudando as opções, fica evidente que todas elas atingem os consumidores de alguma maneira. Um plano de ampliar a estrutura para comportar o novo perfil de consumo evidentemente acarretaria investimentos que seriam repassados para os consumidores. A outra opção, que algumas operadoras começam a indicar como sua saída, é redimensionar a rede para controlar melhor as desigualdades entre os usuários, punindo quem exagera sem atingir quem tem um uso mais ponderado da internet.

Aqui nossa implicância, como vocês podem conferir a fundo nesse artigo, é essa indefinição sobre o que é o "consumo excessivo". Por hábito, nós brasileiros já medimos há anos a internet por sua velocidade, consolidado em práticas como dizer "eu tenho internet de 10 mega". Não temos ninguém com um perfil claro de consumo, dizendo que os usuários consomem, em média "XX GB ao mês". Sem essa perspectiva, fica difícil entender as franquias sendo fixadas, pois alguns valores parecem que vão penalizar a maioria dos usuários,e não apenas "os mais gastões". 

Feita dessa forma, nesses termos indefinidos, não é injusta a suspeita de que as franquias vão atender apenas ao interesse das operadoras, que ganham a possibilidade de reduzir em investimentos em infraestrutura por conta do menor consumo de seus clientes e, ao desmotivar ações como assistir vídeos por streaming, tornar seus pacotes de planos de TV + internet em algo mais atrativo. Sim, esses que eles fazem de tudo para que você assine.
 
 
 
Fonte: Adrenaline

 
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