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UBER RECEBEU MAIS DE 6 MIL RECLAMAÇÕES DE AGRESSÃO SEXUAL EM TRÊS ANOS

07/03/2016

Entre dezembro de 2012 e agosto de 2015, o Uber recebeu 6.160 reclamações envolvendo agressões sexuais. Entre essas, 5.827 eram de estupro, segundo imagens vazadas na internet da plataforma de suporte ao cliente.

Esses números são somente aqueles relatados diretamente ao Uber, porque muitas vezes as vítimas procuram a polícia, sem reportar o caso à empresa de transporte. Além disso, o sistema da companhia, aparentemente, coloca esse tipo de queixa na lista quando as palavras “assédio/agressão sexual” e “estupro” estão no assunto da reclamação.



A empresa se defendeu alegando que, no período, somente cinco dos casos de estupro e 170 de assédio sexual divulgados foram confirmados. Em uma carta pública, o Uber informou que tem uma equipe que trabalha para aumentar a segurança dos passageiros, além de fornecer recursos como rastreamento por GPS e possibilidade de compartilhar a rota em tempo real com parentes e amigos para evitar problemas.

“Infelizmente, nenhum meio de transporte é 100% seguro hoje. Acidentes e incidentes acontecem. É por isso que estamos trabalhando para construir uma equipe de apoio ao cliente que possa lidar com problemas quando eles ocorrem”, comunicou a empresa.

O Uber ainda informou que a plataforma seleciona uma palavra-chave, então se um passageiro ou motorista se chamar “Don Draper”, por exemplo, a reclamação é considerada como de agressão sexual, já que “Rape” é estuprar em inglês. Isso, segundo a empresa, gera falsos positivos que precisam ser analisados caso a caso. 

Apesar de significativos, é difícil colocar os números em perspectiva uma vez que as empresas de táxi também não informam quantas são as queixas dos passageiros. Independente disso, as informações levantam preocupações sobre o procedimento de verificação de antecedentes dos motoristas aceitos pela empresa.

Em 2014, o Uber enfrentou uma ação judicial que questionava como era a verificação e atualmente foi levado à justiça por outras duas vítimas que alegam que “negligência, fraude e declarações enganosas” por parte da empresa estão causando tais incidentes. 
 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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