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BILL GATES VAI NA CONTRAMÃO DA COMUNIDADE TECH E FICA DO LADO DO FBI NO CASO CONTRA APPLE

23/02/2016

 
 
 

Quando a Apple, para "proteger a segurança de seus consumidores", recusou-se em ajudar o FBI a desbloquear um de seus iPhones para ajudar na investigação contra o terrorista o responsável pelos ataques de San Bernardino, boa parte da comunidade tech se pronunciou a favor da decisão, com grandes nomes como os dos CEOs do WhatsApp e Google, como exemplo. Mas um nome inesperado veio contrapor essas vozes e se posicionar a favor da agênciade investigação: ninguém menos que o fundador da Microsoft, Bill Gates.

O aposentado mago tecnológico e agora filantropo comparou o caso com o sigilo bancário, por exemplo, dizendo que:

"Isso é um caso específico onde o governo está pedindo acesso a informação. Eles não estão pedindo por uma coisa qualquer, eles estão pedindo por um caso em particular. Não é diferente do caso de se alguém deveria pedir à companhia telefônica informação, se alguém deveria ser capaz de chegar a registros bancários. Vamos dizer que o banco amarrou uma fita em volta do disco rígido e disse ´não me faça cortar essa fita porque você vai me fazer cortá-la muitas vezes´."


Apesar de Gates destacar que trata-se de um caso específico, ele é reflexo de uma discussão que está gradativamente ficando mais acalorada desde o escândalo da NSA, deflagrado por Edward Snowden em 2013. Com o conhecimento público da vigilância da Agência Nacional de Segurança dos EUA, as companhias de tecnologia começaram a investir em criptografia para seus aparelhos e softwares, um recurso que passou a ser mais procurado pelo público. Desde então, autoridades ficam cada vez mais desconfortáveis com a situação, acusando a criptografia extra de ajudar na comunicação de criminosos e terroristas. Já foi notadamente divulgado o uso do Telegram pelo ISIS, por exemplo.

Bill Gates afirma que deve ser iniciado um debate a fim de que sejam estabelecidas regras e garantias de privacidade para o público se sentir seguro o suficiente para não acreditar que o governo não possa ter acesso a informação alguma.

Além dos CEOs mencionados no primeiro parágrafo, Mark Zuckerberg, do Facebook, e Jack Dorsey, do Twitter, também se posicionam a favor da Apple. Juntam-se a eles a União de Liberdades Civis Americana e a Electronic Frontier Foundation, grupo de direitos digitais.

 
 
 
Fonte: Adrenaline

 
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