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O QUE É U.2 (ANTIGO SFF-8639), CONECTOR PARA SSDS DE PRÓXIMA GERAÇÃO

15/02/2016

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Conforme o mundo das unidades de armazenamento vai se afastando dos tradicionais discos rígidos e do já antigo protocolo AHCI, é preciso achar novas maneiras de conectar os SSDs aos nossos computadores. A princípio, a solução mais simples e acessível foi utilizar os conectores PCI-Express(PCIe) das placas-mãe. Mas um outro conector também está se mostrandobastante promissor no uso em SSDs de altíssimo desempenho: trata-se da U.2, tecnologia anteriormente conhecida como SFF-8639.


Vamos voltar um pouco no tempo para explicar o surgimento do SFF-8639. Em 2009, a Serial ATA Organization (SATA-IO) revelou a mini-SATA (ou mSATA),uma conexão que tinha como principal objetivo permitir odesenvolvimento de SSDs de tamanho reduzido para notebooks e netbooks.Os anos passaram, a indústria naturalmente evoluiu e o padrão SATA III,com sua limitação de 6 Gb/s, já não era suficiente para determinadosusos. Com isso, a solução foi desenvolver o padrão M.2 – anteriormente conhecido como Next Generation Form Factor – como um substituto para o mSATA.


Com velocidade máxima de 10 Gb/s, o conector trabalha em canal PCIeGen2 x4. Depois ainda foi lançado o Ultra M.2, que trabalha em PCIeGen3 x4, oferecendo até 32 Gb/s. Mesmo assim, todos os SSDs ainda secomunicavam utilizando o protocolo AHCI, que foi criado lá em 2004, comos HDs e a conexão SATA em mente. Ou seja, ela não eraotimizada para SSDs nem para a conexão PCIe. A solução foi oNon-Volatile Memory Express (NVMe), novo protocolo que oferece melhorotimização para unidades de memória não-volátil (caso dos SSDs), assimcomo para a conexão PCIe.


O único porém é que o NVMe só funcionava com SSDs conectadosatravés de canais PCIe. Portanto, até aquele momento, as únicas opçõespara utilizar o novo padrão eram conectar as unidades no slot PCIe ouutilizar um slot M.2. Só que os operadores de data centers –público-alvo desse tipo de produto hoje – precisavam de uma maneira maisfácil de substituir os componentes dos servidores, de preferência semdesligá-los. A solução foi desenvolver o conector SFF-8639, que desde junho de 2015 se chama U.2.

Ele funciona utilizando padrão PCIe 3.0 x4, mas com a vantagem dese conectar diretamente com o host utilizando um cabo flexível,permitindo a utilização de unidades de armazenamento no formato 2.5.Isso lhe proporciona uma vantagem sobre a conexão SATA Express, que élimitada a apenas 2 linhas PCIe. Além disso, o conector U.2 já estábastante consolidado no universo corporativo, o que costuma ser um sinalde que existe uma boa chance do padrão se sair bem com os usuáriosdomésticos.

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Chegando no mercado doméstico
A primeira empresa a tentar comercializar o formato para usuários domésticos foi a Intel, com o lançamento do SSD 750 Series– que também tinha uma opção com conector PCIe – em abril de 2015. Aunidade possui, na sua melhor especificação, 2.400 MB/s para leitura e1.200 MB/s para gravação.


Uma barreira que o U.2 encontra, porém, é o alto custo de seuscabos, que – diferentemente dos cabos SATA e SATA Express – consistem devários pequenos fios protegidos, que aumentam o custo dos dispositivoscom o padrão. Outra barreira está no fato de que a maioria dasfabricantes de placas-mãe topo de linha está optando por incluir apenas opadrão M.2 de maneira nativa. Há apenas algumas exceções, como é o casoda Asus Maximus VII Extreme que traz o conector nativo, já outras como a Gigabyte GA-Z170X-Gaming G1trazem um adaptador para uso na conexão M.2. Com isso, quem escolhercomprar uma unidade de armazenamento como a Intel 750 Series de 2.5terá que recorrer a adaptadores, como o da imagem abaixo caso aplaca-mãe tenha apenas conexão M.2 e não acompanhe o adaptador:

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Conclusão
Saídodiretamente do universo empresarial, o U.2 ainda é um padrão muito novono mercado doméstico para determinarmos qual será a sua utilidade entrenós, meros usuários comuns. Por enquanto, dispositivos do tipo seguemsendo exclusividade de entusiastas de altíssimo desempenho.

Mesmo assim, não podemos ignorar as novidades que o formato traz.Por ser uma combinação (ou extensão) dos formatos SATA e SAS, com até 4linhas de PCIe 3.0, o U.2 oferece até 2 vezes o desempenho do SATAExpress. Para completar o pacote, o novo formato ainda tem a capacidadede tomar total proveito dos novos SSDs NVMe atuais. Mas o quanto issoimporta muito pouco para usuários domésticos, que geralmente já têm suasnecessidades atendidas por um SSD SATA 3. Se isso vai mudar ou não nofuturo, teremos que esperar para ver.
 
 
 
 
Fonte: Adrenaline

 
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