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EMC E DELL TRABALHAM PARA CRIAR UMA GIGANTE DE TI NO BRASIL

01/02/2016

A EMC e a Dell só aguardam a conclusão das aprovações na Europa e nos EUA para iniciarem a integração no Brasil. Carlos Cunha, presidente da EMC, informa que a integração no Brasil seguirá o mesmo modelo global, com a EMC atuando como unidade de negócios enterprise da Dell, reunindo os produtos EMC e os servidores Dell.

Para Cunha, que está se aposentando formalmente, neste momento é irrelevante especular quem assumirá a presidência. Ele explica que a integração ainda não começou porque, até que a Security and Exchange Commission (SEC), autoridade reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos, aprove, as duas empresas atuam até de forma concorrente no mercado.

“O menos importante é discutir se eu fico ou se o Luiz Gonçalves fica. Vamos formar uma empresa tão grande, que o mais importante agora é garantir que a integração seja rápida e com sucesso, pela sinergia que ela traz. Quando for autorizada, o meu foco será promover essa sinergia”, reitera Cunha. A Dell já foi parceira da EMC de 2005 a 2009 comercializando os produtos em OEM. “No Brasil foi um sucesso muito grande e nos demos muito bem. Eu estou muito otimista com essa integração devido a esse sucesso”, reforça.

Cunha explica que a aprovação vem se dando em várias fases. A primeira, encerrada em 12 de dezembro, foi o que se denomina de “go shop”, período em que alguma outra empresa poderia dar um lance maior do que os US$ 67 bilhões propostos pela Dell, o que não ocorreu. Atualmente, o processo encontra-se na segunda fase, de aprovação dos acionistas, o que deve ocorrer até abril. Em seguida, será necessária a aprovação da SEC, da Comunidade Europeia e de outros países.

“A expectativa é de encerrar tudo entre maio e outubro desse ano. Não há nenhuma razão para eles não aprovarem, mas é preciso esperar a conclusão do processo”, diz Cunha. Como as duas empresas têm alto nível de complementariedade e baixo nível de concentração, o executivo acredita que não serão estipuladas restrições regulatórias.

“Ainda há muita concorrência no mercado: IBM, HP, Oracle. Não estamos prejudicando a concorrência, então não vemos razão para haver um não ao processo. Mas temos de aguardar. Em relação aos acionistas, a expectativa é de aprovação, pois foi um pagamento muito alto, mostrando o valor que a empresa tinha. E vale lembrar que a maior parte do pagamento será em dinheiro. Em ação dá US$ 33,15, desse total, US$ 24 será em dinheiro e o restante em ação da VMWare. Essa nova empresa resultante será muito benéfica para o acionista, o cliente e nosso ecossistema de parceiros e pessoas, porque há uma sinergia muito grande”, defende Cunha.

A empresa resultante da fusão terá 180 mil funcionários e receitas de US$ 80 bilhões. A EMC passa a ser a unidade de negócios enterprise, abrangendo os produtos da empresa e os servidores Dell. A sede dessa unidade de negócios será em Boston e terá como presidente o CEO global da EMC David Goulden. As demais unidades de negócio da Dell continuam em Austin.

“A expectativa é de que essa unidade tenha uma representatividade de US$ 30 bilhões dos US$ 80 bilhões de receitas”, estima Cunha. Um ponto importante que mostra a sinergia, é a capacidade de atuação no mercado em negócios diferentes. A EMC com uma grande capacitação para o enterprise, e a Dell com perfil e capacitação para o SMB.

“A gente passa a atuar no modelo que o mercado solicita, abrangendo todo o espectro.  Além disso, a EMC vai poder potencializar ainda mais a capacidade de pesquisa e desenvolvimento da Dell. E a capacidade da Dell de logística vai trazer ganhos para os produtos da EMC. Então a sinergia é enorme, quase não há conflito”, comemora.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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