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OTTS NÃO VÃO ´MATAR´ A TV PAGA NO BRASIL, MAS MUDARAM A REGRA DO JOGO

02/12/2015

O mercado de vídeo on demand (VOD) está em ebulição no Brasil e altera os investimentos no mercado de TV por Assinatura. Em debate realizado nesta terça-feira, 01/12, no 29º Seminário Internacional da ABDTIC, na capital paulista, o diretor de Programação da América Móvil (Claro e NET), Fernando Magalhães, foi incisivo.

“Hoje o investimento não é para competir com a Sky, mas, sim, para competir com a Netflix. Queremos conquistar o consumidor jovem que quer ver o filme na hora que quer”, disse o executivo. Segundo ele, é para atender a esse telespectador que as empresas estão investindo em canais próprios de VOD. 
A Fox, que recém-lançou, o seu canal de VOD, o FoxPlay, derruba o mito de que a OTT chegou para ‘matar’ a TV paga tradicional.

“A visão do apocalipse que o OTT vai matar a TV por assinatura não é factível”, frisou o gerente jurídico da Fox Brasil, Rafael Crescente. Segundo ele, VOD tem que ser tratado e visto como complementar pelo assinante. “Este é o trabalho que estamos fazendo agora”, destacou. A multiplicação de canais VOD das programadoras tem, porém, na visão do gerente da Fox, tempo para acabar.

“Não somos inocentes. O assinante não vai querer pagar por tantos. Caminhamos para uma programação de VODs como temos nos canais tradicionais”, acrescentou Crescente. E ainda há muito por vir pela frente nesse setor.  Rivais de peso estão chegando como Apple e Google. “Eles são os donos dos dispositivos e querem esse mercado”, acrescentou Crescente.

Durante o Seminário da ABDTIC, o superintendente de Competição da Anatel, Carlos Baigorri, revelou que a agência reguladora de Telecom e a Ancine preparam um relatório sobre a situação concorrencial na operação e programação na TV por assinatura. Segundo Baigorri, está se vendo a questão de concentração e oferta dentro do modelo real do setor no Brasil. "São Paulo tem competição. Mas há cidades onde não há e a regulação precisa levar isso em conta", disse. A expectativa do executivo é de que até o final deste ano, o levantamento possa vir a ser publicado ao mercado. “Estamos nesse momento avaliando os resultados no âmbito das agências”, completou.
 
 
 
Fonte: Codigo Fonte

 
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