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COM NUVEM EM ALTA, IBM REFUTA CRISE E DIZ QUE CRESCEU EM 2015

27/11/2015

Os rivais Google, Amazon e Microsoft acirram a disputa com a IBM no mundo da computação em nuvem, mas a companhia não vai mudar o rumo da sua estratégia por conta dos rivais, disse o presidente da IBM Brasil, Marcelo Porto, em encontro com a imprensa nesta quinta-feira, 26/11, em São Paulo.

"Nuvem é pilar da nossa estratégia para crescer, junto com mobilidade, analytics e mídia social. Nosso negócio é a nuvem híbrida e seguirá sendo assim", destacou Porto, ao ser questionado sobre a pressão de rivais de grande porte no segmento. Não que a nuvem pública não esteja na mira dos negócios no Brasil. Em 2013, a IBM comprou a Softlayer por US$ 2 bilhões, e em setembro deste ano, inaugurou o primeiro data center para serviços de nuvem pública no país, instalado em Jundiaí, São Paulo, para atender não apenas o mercado local, mas o latino-americano. A unidade está interligada com outros 40 centro de dados.

"Foi uma opção fazer uma operação diferente da que temos em Hortolândia para garantir a oferta de serviços de nuvem aqui, por conta até das questões regulatórias das companhias brasileiras", destacou Marcelo Porto.  Na contramão da maioria das corporações, a IBM garante que 2015 será um ano de crescimento, mesmo com o Real desvalorizado, o que afetou a receita no país.O executivo também assume que o ´Brasil está barato para aquisições´, mas não adiantou se há planos de incorporar empresas locais ao negócio.

"Tivemos um crescimento e nuvem teve uma grande parcela nessa área, como também analytics, mobilidade e mídia social, além dos nossos negócios tradicionais, que seguem firme, como o do storage e servidores de alta performance. Esse é um mercado que estamos bem fortes", pontuou, dando a entender que a aquisição da EMC pela Dell não determina um novo alinhamento de mercado.

Para Porto, empresas como a IBM precisam ter ´coragem para abandonar o passado´ - referindo-se aos negócios como computadores e outros que deixaram o portfólio, mesmo que gerando receita - e pensar nos negócios que vão permitir crescer. "Hoje os analistas não temem a continuidade da IBM. Eles questionam em que áreas vamos ter potencial de maior crescimento. Mas posso garantir que, mundialmente, cloud, mobilidade, analytics e mídia social são a nossa aposta. Hoje, elas representam 27% da receita. Em cinco anos, queremos que essas áreas passem a responder por 40%", disse ainda o executivo.

A computação cognitiva é a menina dos olhos, admite ainda Porto. E nele o astro é o Watson, que está em fase de testes no Bradesco, para a área de call center, e também numa outra instituição financeira, cujo nome o presidente da IBM não revelou. Segundo Porto, o Watson chegou a 28 componentes em 2015. A ideia é pular para 100 ao final de 2016, com duas áreas bem fortes de atenção: saúde e educação. "Estou indo aos Estados Unidos com uma grande empresa da área de saúde brasileira para mostrar o Watson", disse o presidente da IBM sem, no entanto, querer detalhar quando novos contratos com o supercomputador serão fechados no Brasil.
 
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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