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UM PROGRAMA JAPONÊS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL CONSEGUIU PASSAR NO VESTIBULAR

18/11/2015

Hand completing a multiple choice exam.
 
 

Um programa de inteligência artificial recebeu notas tão altas num teste padronizado que ele teria 80% de chance de entrar numa universidade japonesa.

O Wall Street Journal relata que o programa, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Informática do Japão, fez um exame de admissão para universidade com várias matérias e passou com uma pontuação acima da média de 511 pontos de 950 possíveis. (A média nacional é de 416.) Com uma nota dessas, ele tem uma chance de 8 em 10 de ser admitido em uma das 441 instituições privadas e 33 nacionais do país.

A inteligência artificial demorou algum tempo para ser aperfeiçoada e ainda precisa melhorar em muitos aspectos. A equipe está trabalhando neste programa desde 2011, mesmo ano em que o supercomputador IBM Watson derrotou Ken Jennings e Brad Rutter, os campeões de Jeopardy! (um programa de TV de perguntas e respostas), num torneio de vários dias.

Anteriormente, o programa japonês teve resultados abaixo da média. Desta vez, ele se deu particularmente bem nas questões de matemática e história, que têm respostas diretas, mas ainda foi mal na parte de física do teste, que requer habilidades avançadas de processamento de linguagem.

O Todai Robot Project tem como objetivo desenvolver um programa inteligente o bastante para entrar na Universidade de Tóquio, a escola mais prestigiada do país, frequentemente chamada de “Harvard do Japão”, em 2021. (“Todai” é o apelido para Tokyo Daigaku, o nome da universidade em japonês.)

No começo deste ano, um programa dos EUA conseguiu fazer o SAT, prova padronizada cuja nota é utilizada por várias universidades americanas, e resolveu questões de geometria da 11ª série, equivalente ao nosso terceiro ano do ensino médio.

Mas agora, o sucesso da equipe japonesa prova que um software pode ser programado para resolver problemas complexos com palavras, combinar imagens e texto, e pode ser capaz de um reconhecimento semântico, o que permitiria a ele responder os mais diferentes tipos de questões.

Mas uma pergunta fica no ar: quanto tempo até termos uma versão real da Robot House de Futurama?



Fonte: Gizmodo

 
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