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POR QUE FACEBOOK ESTÁ DISSEMINANDO A DOUTRINA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

04/11/2015

Os pesquisadores da Facebook Inc. criaram algumas ferramentas estilosas, como o software de inteligência artificial capaz de reconhecer objetos em fotografias digitais ou o programa que possibilita que as pessoas produzam imagens tridimensionais em um ambiente virtual. O próximo passo: doar essa tecnologia.

"As pesquisas e a ciência precisam ser realizadas o mais abertamente possível", disse o diretor de tecnologia Michael Schroepfer. Em vez de vender o software, publicá-lo "faz com que todos os outros ajam mais rapidamente. Isso também nos ajuda a validar nosso trabalho".

A rede social está abrindo mais de sua pesquisa em IA, visando intercambiar informações com outros desenvolvedores para encontrar novas percepções que poderiam ajudar a melhorar seus próprios produtos e serviços. Essa abordagem é completamente oposta à da Apple Inc.; a fabricante do iPhone também está trabalhando em tecnologias de IA, mas mantém a maior parte dessas atividades em segredo. Essencialmente, a Facebook está apostando que o compartilhamento dessa tecnologia ajudará a que todos se beneficiem mais rapidamente do que se ela seguisse por conta própria. A Facebook também não tem muita escolha - ela não controla um sistema operacional nem uma rede de telecomunicações, então precisa trabalhar com outras empresas para progredir.

Tecnologia aberta

Assim como o fez com o hardware do centro de processamento de dados, a Facebook está divulgando suas descobertas com o objetivo de estimular um setor em torno de novas tecnologias. A iniciativa acabou valendo a pena e ajudou a empresa a economizar dinheiro nos servidores que estão por trás da rede que conecta 1,49 bilhão de usuários. Para a inteligência artificial, a meta da Facebook é impulsionar outras empresas em uma direção que a ajude estrategicamente, disse Schroepfer.

As conversações podem gerar um benefício mútuo. A Facebook tem sido aberta em relação às dificuldades que vem encontrando com a inteligência artificial, e empresas de semicondutores, como a Intel Corp. e a ARM Holdings Plc, consultaram a Facebook sobre como fabricar novos processadores otimizados para tecnologias específicas de IA, como as redes neurais.

"Elas estão se aproximando e perguntando do que precisamos", disse Schroepfer.

Eis alguns dos outros projetos que estão sendo desenvolvidos na sede da Facebook, em Menlo Park, na Califórnia:

* A Facebook é proprietária da Oculus, a fabricante de óculos de realidade virtual. Usando o acessório e ferramentas manuais, artistas podem usar um software projetado especificamente para elaborar personagens virtuais em 3D. A companhia está dando essa tecnologia aos estúdios de design. "Você não precisa imaginar como será a imagem em 3D - você já cria em 3D", disse Schroepfer.

* O novo produto de atendimento virtual da Facebook, M, está aprendendo com as respostas que os humanos dão aos usuários, com a ideia de que a IA poderá acabar assumindo grande parte dessa tarefa. "Sem nenhuma intervenção humana, ele descobriu que se você nos disser ´Eu gostaria de mandar flores´, as duas perguntas mais importantes com que precisamos responder são ´Quanto você quer gastar?´ e ´Aonde você gostaria de enviá-las?´", disse ele. A IA vai acabar se tornando confiável o suficiente para trabalhar com todos os 1,49 bilhão de usuários da Facebook. "Isso é animador porque é possível aumentar a escala dessa tecnologia".

* O software de IA da Facebook está ensinando computadores a analisar fotografias e definir quais itens devem ser considerados como objetos separados, para que eles saibam, por exemplo, que uma xícara de café não está fisicamente conectada à mesa onde ela está apoiada. A Facebook pretende apresentar um trabalho de pesquisa sobre a segmentação de imagens na influente conferência Neural Information Processing Systems (Sistemas Neurais de Processamento de Informações) em dezembro. "Depois de obter um mapeamento melhor do que há em uma imagem, é possível desenvolver muitas ferramentas úteis" para o feed de notícias, disse Schroepfer. As pessoas poderiam personalizar os feeds de acordo com o tipo de imagem. "Eu poderia dizer ao Facebook ´Adoro as fotos de bebês, adoro os esportes, reduza a quantidade de fotos artísticas de xícaras de café´".
 
 
 
Fonte: Uol

 
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