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HOMEPLUG QUER ACABAR COM O APAGÃO DE WI-FI TRANSMITINDO INTERNET PELAS TOMADAS

02/11/2015

 
 
 

Mesmo dentro de casa, o sinal da internet Wi-Fi é problemático:sempre tem um canto que o sinal é pior. Como a maioria das casas é feitade concreto, não existe santo que faça a internet sem fio funcionar deforma uniforme pelos cômodos. A tecnologia HomePlug (ou PLC – Power LineCommunication) quer acabar com esses problemas de conectividade aotransformar as tomadas de casa em pontos de rede.

Imagine que um roteador esteja instalado em um quarto na partesuperior de uma casa e o sinal não chega na cozinha. Basta ligar um cabode rede a um adaptador HomePlug no dormitório e um outro numa tomada dacozinha. O primeiro transforma as tomadas presentes naquele circuitoelétrico em pontos de rede, enquanto o segundo é responsável porespalhar o sinal de internet (via Wi-Fi ou ponto de rede RJ-45),replicando as informações de rede.

“A HomePlug usa sinais de rádio de baixa frequência que passam peloscabos da rede elétrica para fazer a transmissão da internet”, explicouRob Ranck, presidente da HomePlug Alliance, ao Gizmodo Brasil durante a Futurecom 2015 (evento anual do setor de telecomunicações).

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Diagrama da TP-Link mostra a propagação de internet pela rede elétrica (powerline) por cômodos de casa

A tecnologia HomePlug não é nova. O padrão que define a tecnologia éde 2000 e as soluções já são relativamente famosas em países europeus,especialmente na França. No Brasil, as marcas começaram a trazerrecentemente soluções para o mercado local

Segundo Ranck, a adoção no país europeu foi rápida, pois asoperadoras de internet passaram a oferecer soluções de IPTV e precisavamgarantir que a rede das casas funcionasse em alto desempenho. Atémdisso, tem uma questão estrutural: as casas em parte dos países europeustêm paredes grossas, geralmente de concreto, o que impede a propagaçãodo sinal sem fio. Logo, a solução esteve na rede elétrica.

De acordo com a HomePlug Alliance (consórcio de empresas que cuida dapadronização da tecnologia), os dispositivos atingem picos detransmissão de 500 Mbps na rede elétrica, e 300 Mbps para replicação desinal Wi-Fi. No entanto, a velocidade real média considerada pelaindústria varia entre 100 Mbps e 150 Mbps.

Preço alto e interferência

A tecnologia é bacana, mas ainda cara. Aqui no Brasil, empresas comoTP-Link e D-Link lançaram recentemente alguns dispositivos HomePlug. Okit com dois aparelhos (um que é ligado a um cabo do roteador e outroque fica no cômodo com sinal fraco) das marcas varia entre R$ 300 e R$400 (preços sugeridos) — o que é praticamente o valor de um roteadornovo. Para lugares onde não há muitos obstáculos, um repetidor Wi-Ficonvencional de menos de R$ 100 pode resolver.

Um outro problema envolve a qualidade da rede elétrica. Apesar de oconsórcio HomePlug dizer que os adaptadores contam com filtro parareduzir ruídos de sinal, existe a possibilidade de interferência. Semcontar que não é recomendado usar os adaptadores em filtros de linha comoutros itens, por exemplo.

Em conversas antigas, o governo brasileiro até incluiu internet via rede elétrica no PNBL (Plano Nacional de Banda Larga). Porém, até o momento não há nada significativo — a Intelig, por exemplo, fez alguns testes por aqui em 2010, mas não decolou.

Enquanto as operadoras não adotam a tecnologia, o jeito é usar paratentar melhorar o Wi-Fi mesmo, apesar de ainda ser uma opção cara.
 
 
 
Fonte: Gizmodo

 
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