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BIG DATA DECIDE INVESTIMENTOS DAS OPERADORAS NO BRASIL

30/10/2015

Mais do que jargões modernos, as ferramentas de mineração e análise de dados já são efetivamente utilizadas no dia a dia das operadoras de telecomunicações. Nos últimos dois anos, Big Data e analytics passaram a ajudar as teles a identificar perfis de consumo de clientes, melhor gerenciar as redes e até mesmo indicar onde os investimentos devem ser priorizados.

“O Big Data é uma realidade nas empresas. O que acontece é que muitas vezes as empresas não têm sucesso porque é muito fácil se perder no oceano de dados. Portanto, é importante manter o foco em casos de uso. A gente prioriza tudo relacionado com marketing, em fazer ofertas mais personalizadas ao cliente, em tempo real, no melhor canal para ele. Estasmos fazendo isso em vários países”, diz a diretora global de BI e Big Data da Telefônica, Elena Lizasoain.

“Por exemplo quando vai chegando ao limite do plano de dados, ou ele está trocando o terminal para 4G, há coisas que podemos identificar nesse mesmo momento graças ao Big Data, o contexto do cliente, e fazer uma oferta específica. A possibilidade de aceitação nesse momento é muito maior e as receitas são melhores. Parece fácil, mas é complexo. No entanto, se conseguimos, é algo poderoso e que gera muitas receitas”, conta.

O gerente de Integração e Tecnologia da Oi, Orlando Ruschel, destaca o uso do Big Data para otimizar o uso da rede. “Temos o caso da recarga online, que é um processo crítico. Ao usar o Big Data, percebemos que pequenos atrasos, milissegundos de latência, já começavam a se traduzir em perdas de recarga. Com isso, podemos estabelecer uma parametrização, a partir de que valores isso começava a acontecer e controlar melhor os tempos”, explica.

Na mesma linha, ele conta que “fizemos um cruzamento onde verificamos todas as cidades do Brasil, cruzando plano, tipo de aparelho, e capacidade de rede. Com esse mapeamento, vimos que havia muitas cidades onde grande parte dos clientes que tinham planos 2G estavam usando aparelhos 3G. Então pudemos ajustar melhor a questão da capacidade de tráfego, fazendo com que eles preferencialmente entrassem na rede 3G, otimizando investimento em rede”.

Na TIM, o diretor de TI, Alberto Camardelli, conta que a análise de dados foi usada para a criação de indicadores que garantem maior agilidade em soluções de rede. “Fizemos uma aplicação que trata de completamento, de queda de chamada e tráfego. Estamos gerando alarmes que antecipam e melhoram qualidade de atendimento, dando a manutenção de rede possibilidade de antecipar um possível problema ou agir imediatamente na solução desses problemas.”

O diretor de consultoria em telecom da EMC, Emílio Silveira, revela outros exemplos já em uso no país. “Uma coisa que fazemos em uma das operadoras é verificar onde estão os usuários que tiram proveito das redes 4G, para que investimentos em antenas 4G seja feito nos locais onde realmente os clientes passam. Também fazemos análise de redes sociais para conseguir entender como os usuários se relacionam entre si para melhorar o atendimento.”

A análise do imenso volume de dados das operadoras móveis já atende demandas fora do setor. “Uma grande prefeitura nos procurou no Sinditelebrasil buscando parte das informações dos CDRs [registros de chamadas], que dão tempo e geografia, que demonstram a mobilidade urbana. Ou seja, avaliando apenas os campos de local e hora é possível pegar dados de uma indústria para fazer com que prefeitura tenha uma análise melhor”, revela o presidente-executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy. 

 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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