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DIFERENÇA DE ACESSO À INTERNET É DE GERAÇÕES, NÃO DE RENDA

22/10/2015

É errado achar que smartphone e celular são coisas para poucos.Hoje, o maior viés de acesso à internet é geracional, não é de classe. Adiferença entre gerações [de pessoas que acessam] é maior que adiferença entre as classes econômicas. A afirmação é do presidente doData Popular, Renato Meirelles.

Segundo ele, a internet é tãoacessível aos jovens das classes mais baixas quanto aos das classes A eB. O instituto faz estudos pelo país e acompanha as mudanças que levam àmelhoria da qualidade de vida das populações mais pobres, incluindo ademocratização da internet.

Meirelles, junto com o fundador da CUFA (Central Única das Favelas), Celso Athayde, é autor do livro Um País Chamado Favela, que traz a maior pesquisa já feita com moradores de favelas no Brasil, em 63 comunidades, de 35 cidades brasileiras.

Segundo ele, a internet talvez tenha sido uma das maiores revolução docomportamento das classes mais baixas da sociedade, pois ficou maisfácil se conectar e as pessoas terem acesso a seus serviços. Ela [ainternet] não é um fim, ela é um meio de consumo. Graças a internet apopulação mais pobre consegue ser acessada para o emprego, já que boaparte dela é de trabalhadores informais, muitos prestadores de serviços,pedreiros, empregadas domésticas, pintores, os ´faz-tudo´. Mesmo nazona rural, aqueles que trabalham por período de safra passaram, graças àinternet e ao telefone, a serem melhor localizados, disse.

O presidente do Data Popular conta que 59% das pessoas que moram nas favelas brasileiras estão conectadas à internet e, para ele, não há estranheza nisso à medida que o desenvolvimento tecnológico torna os produtos mais baratos e acessíveis.

Segundo dados fornecidos pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, referente à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad),do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aumentou onúmero de pessoas que têm celular entre a população 20% mais pobre. De7,1% em 2001 para 82,6% em 2013. Em relação à posse de computador cominternet, em 2001, 0,3% da população 20% mais pobre do país possuía odispositivo, em 2013 o percentual subiu para 16,1.

Subsidiado por essas informações, o governo lançou um aplicativo de celular do Programa Bolsa Família.Desenvolvido pela Caixa Econômica Federal, o aplicativo tem funçõesdisponíveis para beneficiários e não beneficiários do programa. Aquelesque recebem a bolsa poderão saber, por exemplo, o calendário depagamento, o local mais próximo para fazer o saque e a situação dobenefício.

Segundo o MDS, o aplicativo é mais um meio decomunicação entre o governo e a população e um canal mas direto e segurocom as famílias beneficiárias. Até 2018, quando for concluído oprocesso de migração do sinal analógico de TV para a TV Digital, osbeneficiários contarão com um outro canal de comunicação e poderãoreceber informações também por um aplicativo instalado nos conversoresde TV, que serão distribuídos gratuitamente a essas famílias.

 

OPrograma Bolsa Família é direcionado a famílias em situação de pobreza(renda por pessoa entre R$ 77,01 e R$ 154 por mês) e extrema pobreza(renda por pessoa de até R$ 77 por mês). Atualmente, são atendidas cercade 14 milhões de famílias em todo o país. Em 12 anos, 36 milhões depessoas saíram da pobreza extrema com o auxílio do programa.

 
 
Fonte: Uol

 
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