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CONFORTO E SEGURANÇA GANHAM MAIS ATENÇÃO NA EVOLUÇÃO DOS APARELHOS

07/10/2015

Teclado da Goldentouch: empresas apostam em mais conforto. (Divulgação).
Seu celular é confortável? Seu computador é bom para trabalhar? Ainda que muitas pessoas negligenciem essas questões, a ergonomia e usabilidade é parte importante no desenvolvimento de dispositivos e aplicativos. A experiência do usuário – bem como sua saúde – tem recebido cada vez mais atenção de empresas e fabricantes.

Por mais simples que possa parecer, o modo como seguramos o celular, por exemplo, pode ajudar a prevenir desenvolvimento de doenças, tornar o trabalho mais produtivo, diminuir a fadiga e até mesmo mudar hábitos de uso. As companhias estão colocando no mercado produtos que buscam saídas para trazer mais conforto e segurança. Mas ainda há muito a fazer.

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) possui um laboratório especializado em estudar as relações do design de produtos e aparatos tecnológicos com a sociedade. “Muitos produtos comercializados no Brasil ainda incorrem em erros no que diz respeito à usabilidade e segurança”, explica o professor Walter Franklin, coordenador do Laboratório de Concepção e Análise de Artefatos Inteligentes (LACAI). “A alta demanda e as rápidas evoluções desses aparelhos ocasionam essas falhas. Em alguns produtos, como o iPhone 6S, por exemplo, já vemos até uma involução”, diz.

Ele explicou o conceito de antropometria, que é o estudo das proporções humanas. “O tamanho da mão, as posições dos dedos e as diferenças anatômicas de gênero influenciam na ergonomia dos aparelhos. O mesmo celular acaba sendo usado por um número grande de pessoas, mas o impacto é diferente para cada um”, diz o professor. “Em nosso laboratório trabalhamos com o conceito da eficiência máxima, ou seja, conseguir usar uma mão para manusear o dispositivo e ter a outra livre para fazer o que quiser”, diz. “No entanto, com o aumento das telas dos aparelhos vemos que isso não está acontecendo em grande parte dos casos.”

Alguns produtos recentes vêm experimentando formatos mais inusitados, como é o caso do Galaxy S6 da Samsung, que possui a tela curvada nas bordas e o YotaPhone, que traz duas telas. Recentemente, a Microsoft anunciou o novo Surface com um teclado mais ergonômico. Já a Asus colocou os botões de controle na parte traseira do novo Zenfone 2, que tem uma tela de 5,5 polegadas. Nos produtos voltados especificamente para o trabalho já contamos com soluções que tentam inovar na busca por mais conforto. É o caso do teclado da marca Goldtouch, que inova ao trazer digitação independente para cada mão.

Aposta: o novo Galaxy S6 tem tela curvada. Foto: Divulgação.
 

Ninguém mais lê manuais

Nos estudos de ergonomia hoje nos centros de pesquisa é cada vez mais importante a atenção dada à usabilidade. Os pesquisadores se dedicam a entender a parte cognitiva do desenvolvimento. Tudo precisa ficar muito claro para o usuário desde os primeiros minutos em que ele adquire o produto, seja um tablet, um relógio, um celular, uma TV ou uma geladeira. E isso tem um motivo simples: ninguém mais tem tempo de ler os manuais de instrução. “O consumidor aprende a operar os produtos por tentativa e erro. Por isso é importante entender os processos mentais para maximizar essa experiência e tornar o uso mais seguro”, diz Franklin.

O desenvolvimento de aplicativos também conta com essa preocupação. O mercado de tecnologia popularizou uma nova categoria profissional, o UX (user experience). São pessoas treinadas para testar softwares e apps antes de serem entregues ao público. O Porto Digital inaugurou no início deste ano o Laboratório de Testes de Aplicativos Móveis, em parceria com a fabricante Qualcomm. O laboratório é o segundo do País – o primeiro funciona em São Paulo – e deve aumentar o padrão de qualidade dos produtos feitos por aqui.

As empresas poderão melhorar a qualidade dos apps com verificações sólidas”, disse Rafael Steinheuser, diretor da Qualcomm para a América Latina, à época do lançamento. Empresas embarcadas no Porto Digital e empreendedores ligados a instituições de pesquisa podem utilizar o laboratório.

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Ninguém mais lê manuais

Nos estudos de ergonomia hoje nos centros de pesquisa é cada vez mais importante a atenção dada à usabilidade. Os pesquisadores se dedicam a entender a parte cognitiva do desenvolvimento. Tudo precisa ficar muito claro para o usuário desde os primeiros minutos em que ele adquire o produto, seja um tablet, um relógio, um celular, uma TV ou uma geladeira. E isso tem um motivo simples: ninguém mais tem tempo de ler os manuais de instrução. “O consumidor aprende a operar os produtos por tentativa e erro. Por isso é importante entender os processos mentais para maximizar essa experiência e tornar o uso mais seguro”, diz Franklin.

O desenvolvimento de aplicativos também conta com essa preocupação. O mercado de tecnologia popularizou uma nova categoria profissional, o UX (user experience). São pessoas treinadas para testar softwares e apps antes de serem entregues ao público. O Porto Digital inaugurou no início deste ano o Laboratório de Testes de Aplicativos Móveis, em parceria com a fabricante Qualcomm. O laboratório é o segundo do País – o primeiro funciona em São Paulo – e deve aumentar o padrão de qualidade dos produtos feitos por aqui.

As empresas poderão melhorar a qualidade dos apps com verificações sólidas”, disse Rafael Steinheuser, diretor da Qualcomm para a América Latina, à época do lançamento. Empresas embarcadas no Porto Digital e empreendedores ligados a instituições de pesquisa podem utilizar o laboratório.

 
 
Fonte: Ne10

 
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