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SOB CRÍTICAS, INTERNET.ORG MUDA NOME PARA FREEBASICS.COM

25/09/2015

Em anúncio global que acontece nesta quinta-feira, 24/9, o Facebook vai promover mudanças no Internet.org, o aplicativo para acesso gratuito à rede mundial (ou a uma parte selecionada dela). A principal delas é no próprio nome, um dos alvos dos críticos ao projeto de Mark Zuckerberg: a partir de agora, Internet.org será Freebasics.com.

Ao menos o aplicativo em si, usado em celulares em 18 países – 19 a partir de hoje, com o lançamento no Peru – e que segundo o Facebook reúne mais de 1 bilhão de pessoas um ano depois de ser iniciado na Zâmbia, em julho de 2014. O conjunto de projetos de inclusão digital – como uso de drones – continua sob o guarda-chuva de Internet.org, como uma divisão específica do Facebook.

O Internet.org reúne aplicativos e páginas selecionadas da rede sobre as quais não é computado o uso de franquia de dados – daí sua gratuidade. Essa escolha, no entanto, é alvo de críticas de que a plataforma tenta criar um ‘jardim murado’ que, por ser limitado, não é internet. Daí as queixas de que o próprio nome cria confusão: nem é internet, nem é .org, não é exatamente sem fins lucrativos.

“Recebemos e ouvimos o feedback, no Brasil e no mundo. O nome pode ser confuso, mas nunca foi nossa intenção fazer isso”, afirma o vice-presidente de produto do Facebook, Chris Daniels, que lidera o Internet.org, ao reconhecer que a mudança é resultado direto das críticas. “O importante é garantir conectividade melhora a vida das pessoas, e isso está acontecendo”, sustenta.

A medida não vem só. O anúncio aproveita o lançamento do aplicativo no Peru, nesta mesma quinta, em acordo com a operadora móvel Entel, a segunda maior do país, 19o com o app agora chamado de Freebasic.com. Além da mudança no nome, três outros pontos respondem algumas críticas ao tentar: ampliar o acesso de apps à plataforma, usar mais criptografia e restringir uso de dados pessoais.

“Estamos fazendo uma atualização na política de segurança. Vamos ser muito específicos sobre o que coletado e como é usado. E buscamos mais segurança para encriptar sempre que possível, sempre que o dispositivo possibilitar”, explica Daniels ao Convergência Digital. O terceiro ponto é outra promessa, de que os critérios para inserção de apps no Freebasic.com serão menos restritivos.

Nesse sentido, além de uma plataforma que promete facilitar a vida de desenvolvedores de aplicativos, será possível ao usuário escolher quais quer incluir no Free Basics. “As pessoas poderão navegar por um menu onde podem selecionar quais os serviços querem adicionar à sua lista de serviços gratuitos”, resume o FB.

Em segurança, o anúncio é de que o suporte a HTTPS, já existente na versão Android do Free Basics, está sendo estendido para os serviços na versão web. Mas como reconhece o próprio Daniels, recursos de criptografia ainda dependem dos aparelhos usados – e celulares com tecnologia 2G, relevantes no público alvo do Internet.org, não a suportam.

Na questão dos dados pessoais, a ideia é ter uma política que não se misture com o que já é adotado na rede social Facebook, em particular no sentido de que os dados coletados restrinjam-se a informações brutas, como o volume de transferência de dados de determinado aplicativo incluído no rol daqueles oferecidos dentro do Internet.org, ou melhor, do Free Basics.

 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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