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O QUE O FUTURO DA TECNOLOGIA RESERVA PARA OS GAMES?

17/09/2015

Desde os primeiros fliperamas, a mecânica do mundo dos games gira em torno de um mesmo princípio: apertar botões e observar o resultado em uma tela. Com a evolução da tecnologia, porém, novas formas de interagir com jogos eletrônicos foram desenvolvidas, incluindo controles de movimento, como o Nintendo Wii, e sensores que seguem o corpo do jogador, como o Kinect, para o Xbox 360 e Xbox One.

Enquanto isso, a indústria dos games imagina um futuro cada vez mais distante das velhas cabines de arcade. Novos dispositivos prometem romper não só com a barreira dos botões físicos, mas superar até os limites da tela da TV ou do computador. Mas quais dessas novas tecnologias podem realmente mudar a forma como jogamos e quais serão apenas acessórios com potencial?

Realidade virtual

Reprodução

A aposta mais segura da indústria parece ser a dos óculos de realidade virtual. Com ele, o usuário consegue ter quase 100% de seu campo visual preenchido pelo conteúdo que desejar, seja um filme ou um game. Isso garante muito mais imersão, fazendo nosso cérebro reagir ao estímulo visual como se estivéssemos dentro daquele mundo virtual.

São diversas as empresas que investem pesado no setor. A partir do Oculus Rift, que surgiu como uma campanha de financiamento coletivo no site Kickstarter e acabou comprado pelo Facebook, vimos o surgimento do Google Cardboard (que nada mais é do que um suporte para smartphone) e o PlayStation VR, futuro acessório do Playstation 4.

Por outro lado, a segurança desse setor ainda não passou pelo teste de mercado. O Google Cardboard já chegou ao consumidor norte-americano, mas não parece ter causado um grande impacto. Enquanto isso, o Rift e o PlayStation VR já foram exibidos diversas vezes em feiras e convenções pelo mundo, mas ainda devem demorar alguns meses para chegar ao público final.

Sem dados sobre a resposta do mercado, tudo o que essas tecnologias demonstram não passa de propaganda. Questões como disponibilidade em diferentes países, preço, oferta de jogos, entre outros fatores, podem determinar se a experiência de um game em realidade virtual de fato cumpre o que promete.

Holografia



Enquanto a Sony, fabricante do PlayStation 4, aposta em óculos de realidade virtual, a Microsoft, que desenvolve o Xbox One, almeja a chamada “realidade mista”. Com o headset HoloLens, a empresa promete colocar o usuário para interagir com objetos digitais em três dimensões, que se adaptam ao ambiente criando a ilusão de uma presença no mudno real.

Essa área traz claras referências ao universo da ficção científica. Afinal, desde antes de Star Wars, a humanidade sonha com projeções de luz interativas que tenham consistência e formas tridimensionais. Obras mais recentes, como o filme “Ela”, de 2013, chegam a imaginar um mundo onde a holografia já não mais depende de um visor especial.

Na prática, porém, o HoloLens também tem suas deficiências. A principal delas é o campo de visão extremamente limitado. Usuários que testaram um protótipo afirmam que as holografias só são visíveis dentro de uma pequena área no centro das lentes; enquanto todo o resto do ambiente, registrado por nossa visão periférica, permanece inalterado.

A Microsoft já deixou claro que a versão final do HoloLens não deve apresentar um campo de visão maior do que o que foi visto até agora. O que não restringe, necessariamente, o alcance prático do visor para games e a experiência que o dispositivo oferece.

Esteiras de realidade virtual

Se apenas um par de óculos não é suficiente, que tal uma plataforma de realidade virtual para colocar na sala? É a aposta de diversas startups e projetos de financiamento coletivo desenvolvidos pelo mundo. A ideia é colocar o jogador “de corpo inteiro” para dentro do mundo virtual, permitindo uma interação completa entre usuário e game.

Por um lado, projetos como o Virtuix Omni e o Virtualizer resolvem um problema prático dos headsets de realidade virtual - afinal, mesmo com o Oculus Rift ou o PlayStation VR, o jogador ainda precisa de um controle tradicional, já que os óculos só dão conta da visão. Por outro lado, porém, uma esteira como essa pode significar um transtorno desnecessário.

Em tempos em que o público prefere jogar pelo celular do que na TV, uma esteira que preenche cerca de dois metros quadrados do ambiente de convívio familiar não é apenas um entrave físico quanto um investimento muito alto. Tais projetos podem até parecer surpreendentes, mas nadam contra a maré em termos de praticidade. O que nos leva ao próximo item.

Uma aposta mais segura: o fim dos consoles

Há quem acredite que o Xbox One e o PlayStation 4 possam ser a última geração de consoles dedicados a games. Com os avanços em computação em nuvem, é provável que todo o processamento gráfico e de cálculo que um game moderno exige seja feito por um servidor externo, que reproduz o jogo para o consumidor por streaming através da internet. Serviços como PlayStation Now já dão conta disso.

Além disso, a “morte” das mídias físicas também pode estar próxima. Para a indústria, é muito mais eficiente distribuir jogos pela web do que encaminhar para as lojas, já que a produção em larga escala de cópias físicas é mais cara e menos prática para ambos os lados. Por outro lado, um sistema de distribuição exclusivamente digital também pode facilitar a pirataria.

A popularização dos smartphones também representa uma ameaça ao videogame tradicional. Um estudo do instituto norte-americano Newzoo, publicado em janeiro, mostra que o mercado de games móveis pode superar o de consoles e PCs ainda este ano. Ou seja, não se trata de uma perspectiva para um futuro distante.

Se esses dispositivos podem mesmo revolucionar para sempre a forma como jogamos videogame - como o Kinect da Microsoft prometeu e não cumpriu - só o tempo dirá. Resta a nós imaginar os caminhos que a tecnologia pode trilhar.


 
Fonte: Olhar Digital

 
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