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INTEL ADMITE QUE NEGLIGENCIAR O MERCADO DE PCS FOI UM ERRO

14/09/2015

Quem acompanha o mercado de processadores nos últimos anos percebeu que houve uma cadência bastante estranha nos lançamentos da Intel no intervalo entre os chips da quarta (Haswell) e sexta (Skylake) geração Core. No meio do caminho, os chips Broadwell tiveram uma apresentação muito discreta nos PCs, fazendo com que a quinta geração passasse praticamente batida entre os usuários de computador de mesa.

Ao invés da quinta geração Broadwell, a Intel apresentou em 2014 os processadores "Haswell Refresh", um refinamento sobre o Haswell. Os chips Broadwell trouxeram clocks menores e um foco nos dispositivos móveis, como notebooks e ultrafinos (como o modelo que ilustra esse post), e quando apareceram nos PCs foram em modelos discretos como o Core i7-5775C, um processador que tem como destaque os gráficos integrados Intel Iris Pro, mas que nem de longe surpreende quando o assunto é poder de processamento, comparado com a geração passada. Ou seja: não era um produto voltado ao entusiasta que monta seu próprio computador de alto desempenho.

Kirk Skaugen, que é Vice-presidente e Gerente Geral da divisão responsável por PCs para consumidores finais,  afirmou no Citi Global Technology Conference que a empresa errou ao negligenciar esse mercado.

O mercado de desktops é um negócio de mais de 10 bilhões de dólares para a Intel. Nós não criamos uma nova geração Core de nosso último produto para torres [desktops convencionais]. Fizemos um experimento e pensamos que talvez estivéssemos colocando produtos rápido demais no mercado. Então decidimos não fazer um processador voltado a computadores mainstream convencionais, o nosso negócio de mais de 10 bilhões de dólares.

Isso acabou sendo um erro. Economizamos com pesquisa e desenvolvimento, mas com o fim do suporte ao [Windows] XP e o a falta de novos produtos, não havia motivos para comprar um novo PC esses ano.

- Kirk Skaugen  

O ciclo estranho dos chips Broadwell pode ser mais que uma "experiência" com um período de desenvolvimento mais longo de lançamentos de processadores, por parte da Intel. A empresa admitiu que enfrenta dificuldades de manter o ritmo da Lei de Moore, com introdução de litografias menores no ciclo do "Tick-Tock". Houve muita especulação sobre o desenvolvimento do Broadwell, que reduziu a litografia para 14 nanômetros, enquanto a própria Intel já admite dificuldades com os 10 nanômetros e chegou a quebrar seu histórico ciclo, com a próxima geração Kabi Lake se mantendo em 14nm.

Outra incógnita é se realmente a troca do ciclo de lançamentos é o culpado por esse resultado ruim, sendo que no segundo trimestre a divisão de PCs da Intel retraiu 2% e já acumula uma redução de 14% nas vendas, comparado ao ano passado. Além da "reciclagem" dos Haswell, na geração Devil´s Canyon (Haswell Refresh), o mercado de computadores tradicionais de mesa vem apresentando queda nas vendas, nos últimos anos, então fica difícil determinar se foi só uma decisão errada de mercado da Intel, ou se temos aqui algo que seria inevitável, mesmo se tivesse acontecido um lançamento de chips Broadwell focados nos computadores de mesa.
 
 
 
 
Fonte: Adrenaline

 

 
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