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EMPRESAS QUESTIONAM E COLOCAM PROJETO BANDA LARGA PARA TODOS NA BERLINDA

03/09/2015

O Ministério das Comunicações detalhou seu novo plano deuniversalizar o acesso à internet, mas a reação das empresas detelecomunicações – e mesmo de aliados no governo e no Congresso – é dedúvida. Em debate no Painel Telebrasil 2015, o Banda Larga Para Todosfoi descrito como um programa que mira na oferta e não na demanda e quenão conseguirá reunir os recursos estimados.

“O momento é complicado para o Brasil, com adesaceleração da economia. Nas empresas há preocupações com o câmbio,aumento de insumos como energia elétrica, aumento da inadimplência eagregaria ainda a extremamente alta carga tributária. Certamente emtermos de investimento nossa capacidade é limitada ou nula diante docenário”, afirmou o presidente da Claro, Carlos Zenteno.

O plano descrito pelo governo às operadoras prevêfortes investimentos para a construção de 100 mil quilômetros de fibrasópticas. São investimentos próximos a R$ 50 bilhões, a serem alavancadosa partir de subsídios de R$ 27 bilhões. “Mesmo com as subvenções, oplano exige investimentos fortes que as empresas não tem como fazer”,avaliou o diretor do Sinditelebrasil, Alex Castro.

A incredulidade, no entanto, não é apenas do setorprivado. Também convidado ao debate, o vice-líder do governo no Senado,Walter Pinheiro (PT-BA) foi categórico: “Não tem como sair dinheiro parabanda larga. Apontou-se para uma perspectiva de investimento que não seviabiliza. Não viabilizava antes, em momento de crise menos ainda. Nãoentendo como alguém poderia sair com os recursos para essa massificaçãoda banda larga. Vai tirar dinheiro de onde?”

Além do dinheiro, parlamentar e empresas criticam ofoco do plano em ampliar a oferta. “Expansão da banda larga tinha quecomeçar pela demanda, não na infraestrutura”, reclamou Pinheiro. “Sou daescola em que demanda direciona investimentos”, emendou o chefe adjuntoda assessoria de assuntos econômicos do Ministério do Planejamento,Marcos Ferrari.

O secretário de Telecomunicações do Minicom,Maximiliano Martinhão, insiste que o plano é viável e necessário.“Estamos em uma posição vexatória. Somos o quarto maior mercado detelecom do mundo com velocidades como as que temos. Somos o 89ono ranking. A gente não pode pensar que o sistema sem fio vai sersolução para grandes municípios brasileiros. Só fazendo investimento emfibra óptica vamos conseguir sair dessa posição.”

O colega do Planejamento, no entanto, indicou que omomento é discutir mudanças no modelo, a partir das quais poderão serotimizados recursos do setor privado. “Temos um ano de crescimentonegativo, em 2016 projeção de crescimento de 0,2%. Vamos supor que agente permaneça no zero a zero nesses três anos, são três anos parasentarmos e discutirmos as questões regulatórias que estão travando osinvestimento nos diversos setores.”

 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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