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ANÁLISE: ZENFONE 2 TEM FORÇA PARA ´MATAR´ TOPS DE LINHA?

21/08/2015


Finalmente chegou o Zenfone 2 ao Brasil. O “flagship-killer” da Asus foi feito para derrubar gigantes do Android como Samsung, LG, Sony e Motorola em configurações e preço. O modelo é parte de uma leva de aparelhos com a mesma proposta, como é o caso dos smartphones da chinesa OnePlus. Como a Asus é a única atuando no Brasil, sai em vantagem para tentar pressionar o mercado ao seu favor. 

No entanto, o mais barato é mais barato por um motivo; não existem milagres. A Asus cortou custos onde foi possível para garantir desempenho máximo e ainda assim ter um preço competitivo. Isso fica evidente logo que você pega o aparelho pela primeira vez. 

Desempenho, hardware e bateria

É aqui onde o Zenfone 2 brilha. Por dentro, ele traz um processador Intel Atom quad-core de 64 bits com arquitetura x86, o que o distingue de basicamente todo o mercado mainstream do Android, que aposta nos processadores da Qualcomm, com arquitetura ARM. Também é o primeiro smartphone do mundo a ser apresentado com 4 GB de memória RAM. 

O resultado? Temos em mãos um pequeno monstrinho, que não fica muito atrás de alguns computadores mais básicos que tenham sido lançados há alguns anos. Nos nossos testes de desempenho com as ferramentas AnTuTu, Geekbench 3 e 3DMark, ele sempre obteve pontuação altíssima, mas não chegava a bater smartphones tops de linha lançados neste ano. Por exemplo: ele supera o Galaxy S5 e o Note 4 em alguns dos testes, mas definitivamente fica atrás do S6 e do Note 5 em todos eles. 

ReproduçãoReproduçãoReprodução
 

A questão é que o Zenfone 2 custa bem menos do que estes modelos, o que deve ser levado em consideração na hora de avaliar o que realmente é melhor. Em desempenho bruto, ele não é literalmente um “flagship killer”, mas consegue “dar sufoco” contra os modelos mais parrudos do mercado mesmo custando bem menos. Isso se traduz em experiências fluidas em jogos e menos travamentos. 

Só que este desempenho muito bom tem um preço, e é a bateria quem paga o pato. Ela não é capaz de acompanhar a potência do celular, embora não seja de todo ruim. De um modo geral, ela é capaz de aguentar um dia de trabalho com uso normal, permitindo chegar em casa com um alguma energia restante, mas nem sempre é assim. Em um dos dias mais ativos (eu cheguei a escrever uma notícia do Olhar Digital pelo celular), o Zenfone 2 ameaçava ficar sem bateria já às 16h, com mais quatro horas de expediente pela frente. É uma pena que o aparelho não seja capaz de durar mais de um dia com apenas uma recarga, como é o caso de aparelhos como o Moto Maxx e os smartphones da Sony. 

O ponto positivo é que o aparelho conta com tecnologia de recarga rápida, que permite que a bateria saia do zero para 100% de carga em apenas 1 hora e 30 minutos. Isso é um recurso cada vez mais valioso e só podemos agradecer às fabricantes, não apenas a Asus, por apostarem nele. 

Câmera

Reprodução 

A câmera do Zenfone 2 sofre um pouco com os cortes de custos que o aparelho enfrenta. Com 13 megapixels na traseira, ela é satisfatória, mas está longe de ser capaz de competir à altura com tops de linha realmente competentes com suas câmeras, como é o caso do S6 e do G4. 

Fizemos algumas fotos com o aparelho e as reproduzimos abaixo. Você pode conferi-las em tamanho cheio clicando sobre elas. 







 

Repare que, ao observá-las em tamanho cheio, é fácil perceber distorções. Em situações de baixa luminosidade, a foto pode sair ruim, a menos que você use o modo de pouca luz da Asus, que é realmente eficiente para capturar imagens em situações adversas. 

O sensor é bastante rápido, o que é excelente, e o foco automático é eficiente, mas a qualidade das imagens não é nada de muito especial. O aplicativo de câmera também é cheio de recursos, incluindo o modo de embelezamento, criação de gifs, HDR, captura da cena noturna, panorama e filtros, mas pouca coisa que realmente impacte na qualidade das fotos. 

Software

 Reprodução

Ah, a ZenUI. É uma modificação bastante pesada do Android, que permite uma profunda personalização do sistema operacional, o que é tudo que um entusiasta mais hardcore do sistema deseja. Ao mesmo tempo, ela tirou algumas páginas do livro da TouchWiz de como poluir a interface com informação demais. Felizmente, como dito no início do parágrafo, ela é bastante personalizável, permitindo esconder o que você considera inútil. 

Isso também vale para os aplicativos pré-instalados. Eles são muitos. Muitos mesmo. A Asus entupiu o seu celular de bloatware. Para ser bem honesto, alguns poderão agradar aos power users, inclusive o PC Link, que espelha a tela do celular no computador e facilita bastante o uso quando você está sentado na frente do monitor. No entanto, a maioria é dispensável, ou conta com alternativas melhores feitas pelo próprio Google.

 Também há alguns aplicativos de terceiros que simplesmente estão lá sem uma razão clara, como é o caso do Omlet Chat. A parte positiva é que pelo menos é possível desinstalar ou desativar a maioria dos aplicativos pré-instalados, possibilitando uma experiência mais simples. No nosso teste, desativamos VINTE aplicativos desnecessários.

Design 

Sua traseira é de plástico, daqueles mais simples possíveis, de modo que até mesmo o novo Moto G, que é mais barato e não almeja competir lá em cima, conta com um acabamento mais especial, com a traseira texturizada. Compará-lo então com aparelhos como o Galaxy S6, Xperia Z3+, com acabamento em vidro Gorilla Glass, o LG G4, com a diversidade de materiais usados, e o iPhone 6 com o alumínio chega a ser um pouco de covardia.  

O Zenfone 2 é grande. Maior do que deveria ser, graças à bordinha metálica na parte inferior e à insistência da Asus nos botões capacitivos. Ainda sobre este detalhe: não há iluminação nas teclas capacitivas, o que não facilita muito a usabilidade em ambientes escuros. 

 Reprodução

Os outros botões estão arranjados de uma forma peculiar no aparelho. As teclas de volume foram deslocadas para a parte de trás do aparelho, algo que já vimos nos modelos mais recentes da LG. Isso por si só já divide opiniões, mas não chega a ser um problema. O grande problema, no entanto, é o fato de ter deslocado o botão de liga/desliga para a parte de cima do celular.  

Veja bem: quando a LG decidiu colocar todos os botões atrás do aparelho, ela tinha um objetivo nobre em mente, evitando que o usuário mexesse demais as mãos para alcançar as teclas de volume na lateral, o que, em tese, causa quedas e quebras. Colocando o botão na parte de cima de um aparelho tão grande (5,5 polegadas de tela!), a Asus força o usuário a mexer demais sua mão para alcançá-lo, e olha que eu nunca conheci alguém com um par de mãos maior que o meu. É um acidente esperando para acontecer.
Reprodução

Pelo menos a empresa implantou um recurso que permite ligar a tela com dois toques rápidos no display, que ajuda a evitar essa situação incômoda. O único problema é que este recurso deveria ser mais destacado e ser mais óbvio para o público. 

Resumindo...

O Zenfone 2 é uma alternativa excelente para quem busca desempenho e força bruta sem querer pagar uma fortuna por isso, principalmente no momento em que os tops de linha estão batendo a casa dos R$ 3 mil e chegando, em alguns casos, chegando ao patamar dos R$ 4 mil. No entanto, ele não é mais barato porque a Asus é “boazinha”. Há motivos, e eles são bem claros: câmera e acabamento inferior aos tops de linha, algumas escolhas ruins de design e uma bateria que não vai além do mediano.
 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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