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OI REJEITA TESE QUE, POR TER CLASSE C FORTE, É A TELE MAIS AFETADA PELA ECONOMIA

14/08/2015

A Oi não é a operadora mais afetada pelo cenário macroeconômico, mesmo tendo um melhor relacionamento com as classes C, D e E, sustentou o presidente da empresa, Bayard Gongijo, em teleconferência de resultados nesta quinta-feira, 13/08. O executivo revelou que, hoje, 40% da receita total de clientes já é originada pelo uso de dados. "Nossa rede móvel é melhor do que o mercado pensa e estamos investindo na infraestrutura para garantir melhor qualidade de serviço", pontuou ainda.

O objetivo da Oi - que mantém como prioridade para 2015 se tornar uma empresa sustentável e aderente às regras de governança corporativa do Novo Mercado - é ampliar a geração de caixa. E para isso, o diretor de Finanças Corporativas, Flavio Nicolay Guimarães, anunciou que a empresa de call center - Contax - está à venda, assim como há a intenção de vender imóveis-mas há o impasse dos bens reversíveis, em discussão na Anatel - e mais torres ao mercado.

O olhar na reestruturação econômica, no entanto, não implica sacrificar a qualidade de rede móvel e fixa. Na banda larga fixa, Gontijo lembrou que a a participação das conexões a partir de 5 Mbps aumentou de 11,6% para 54,5%, no ano. Já as conexões acima de 10 Mbps passaram de 6,8% para 26,6% no mesmo período. Nas adições brutas, 74,5% são de velocidade superior a 5 Mbps e 52,1% possuem velocidade superior a 10 Mbps. Na móvel, o consumo de dados no 2G cresceu 20% e no 3G e 4G esse impulso chegou a 67%.

O presidente da Oi lembrou que há dois grandes projetos de melhoria de infraestrutura em andamento - a  Rede OTN (que vai ampliar em até 57 vezes a capacidade de transmissão de dados no backbone da Oi) e o Single Edge (arquitetura de rede que permite oferecer serviços de acesso móvel, banda larga, IPTV e B2B, a partir de uma mesma plataforma). As duas iniciativas estão, respectivamente, com 81% e 69% implementadas.

Na teleconferência, o balanço financeiro do segundo trimestre  da Oi - com reversão de prejuízo, mas com redução de investimentos  -foi considerado um avanço, apesar de Gontijo dizer que há ainda muito por fazer. "A Oi mudou. Ainda precisamos que o mercado entenda isso, mas mudamos de verdade", salientou. A terceirização da venda de aparelhos impactou o resultado de forma negativa, mas Gontijo garante que a estratégia vai trazer resultados mais adiante. "Os clientes estão tendo um melhor atendimento", disse.

Em abril, a operadora anunciou um acordo com a distribuidora Allied modelo de gestão para a venda de aparelhos móveis (celulares, smartphones e tablets). No escopo da aliança, a distribuidora assume a responsabilidade pela gestão de suprimentos e supply chain de aparelhos móveis para toda a rede de comercialização da Oi, que por sua vez manterá sua força de vendas focada na geração de demanda, elaboração e gestão de campanhas de marketing e ativação clientes, além das atividades de relacionamento com os diversos canais.

Dessa vez, Gontijo não falou em consolidação de mercado. Preferiu pontuar que as discussões sobre a renovação das concessões estão avançando e trazendo um norte melhor para o futuro. No curto prazo, a Oi aposta na banda larga. A empresa, embora não tenha detalhado, vai lançar o serviço VDSL, para chegar ao serviço de ultra banda larga e concorrer com a GVT/Telefônica. Serviço está previsto para o segundo semetre.

“A Oi irá oferecer velocidades de 20Mb, 25Mb e 35 Mb, em 65% dos municípios em que a Oi tem cobertura em todo o país, dos quais mil municípios só contam com ofertas de internet banda larga da Oi. As novas ofertas aumentarão o portfólio de ofertas de internet da Oi, ampliando a  capacidade da companhia de atender a consumidores de todas as faixas de renda", explicou Gontijo ao portal Convergência Digital por e-mail.

Para o mercado corporativo, a oferta virá do uso do GPON (Gigabit-capable Passive Optical Networks), que multiplicam a velocidade nas redes de acesso. “A Oi está desenvolvendo o projeto de implantação da tecnologia GPON para a acesso à rede de fibra ótica com custos mais baixos, destinado principalmente para as pequenas e médias empresas. A estimativa é que o sistema inicialmente seja implantado em nove capitais e que no segundo semestre de 2016 esteja completamente concluído", acrescentou o presidente da Oi.

Apesar de reforçar os aportes na infraestrutura, a Oi no segundo trimestre investiu R$ 1,041 bilhão, uma redução de 24,5% em relação a igual período do ano anterior. No balanço financeiro, a Oi reverteu prejuízo com a venda da PT.

 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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