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PESQUISADORES DESVENDAM ESTRATÉGIA DO ´ESTADO ISLÂMICO´ COM AJUDA DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

11/08/2015

Inteligência artificial foi usada para obter informações sobre táticas militares do grupo Estado Islâmico

Pesquisadores nos Estados Unidos usaram inteligência artificial para entender melhor a estratégia militar dos combatentes do grupo extremista autodenominado ´Estado Islâmico´.

Analistas estabeleceram uma ligação de causalidade entre ataques aéreos contra os extremistas e ataques a bombas em estradas realizados pelo ´EI´. Além disso, encontraram uma conexão com o uso de táticas militares por jihadistas.

O sistema algorítmico analisou 2,2 mil incidentes relacionados ao ´Estado Islâmico´ a partir do segundo semestre de 2014. Uma característica notada foram picos no uso de dispositivos explosivos improvisados (IEDs, na sigla em inglês).

Paulo Shakarian, da Universidade Estadual do Arizona, um dos coautores do estudo e ex-oficial do Exército americano que serviu no Iraque em 2006, disse à BBC: "Quando eles são alvo de diversos ataques aéreos, eles mudam de operações com grande infantaria para o uso de IEDs."





Pesquisadores também descobriram que o uso de bombas por veículos aumentaram antes de grandes operações de infantaria por militantes. Um exemplo disso foi no Iraque.

"Acreditamos que esta relação deve-se ao desejo de prevenir reforços do Exército iraquiano a partir de Bagdá", disse Shakarian.

Analistas também notaram uma forte alta em sequestros realizadas pelo ´Estado Islâmico´ após ataques aéreos sírios. Segundo Shakarian, os analistas acreditam que estas ações poderiam ser retaliação para capturar agentes de inteligência sírios que poderiam ter contribuído com informações.

Shakarian disse que as táticas do Estado Islâmico são bem diferente daquelas que ele e as forças estrangeiras enfrentaram no Iraque, há nove anos.

O grupo extremista, disse, é mais complexo e dinâmico, razões pelas quais a natureza das suas estratégias nem sempre era evidente sem análise computacional.



´Resultados úteis´

Elizabeth Quintana, diretora de Ciências Militares no Royal United Services Institute, disse que as forças que enfrentam o ´Estado Islâmico´ deverão considerar estes resultados úteis.

"Os militares têm acesso a uma grande quantidade de informações", disse. "Eles precisam de uma maneira de fazer com que sejam mais fáceis de digerir. O estudo analítico é definitivamente a maneira de se fazer isso."

Noel Sharkey, cientista da Computação da Universidade de Sheffield, acrescentou que esta abordagem pode ajudar a prever prováveis tipos de ataques.

"Isso sugere que (o Estado Islâmico) tem uma estratégia operacional previsível ao invés de uma arbitrária, ou uma nova para cada ataque", disse.

"Claro, o problema é que isso pode mudar de repente e particularmente se eles notarem que outras forças militares estavam agindo a partir dessas previsões."

Shakarian apresentará um relatório com as conclusões numa conferência sobre análise de dados em Sydney, na próxima semana.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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