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DISPOSITIVO DE US$ 30 CONSEGUE DESTRANCAR QUASE TODOS OS CARROS

07/08/2015


Aparentemente, a tranca do seu carro e da sua garagem não são mais suficientes para proteger seus bens. Pelo menos não se elas forem automáticas, destravadas por controle remoto. Isso porque um hacker conseguiu criar, usando apenas US$ 30, um aparelho que emitir o código necessário para abrir estas portas.

Samy Kamkar não tem objetivo de ganhar dinheiro ilegalmente com sua invenção, o RollJam, mas sim alertar fabricantes sobre os perigos de segurança envolvendo as trancas eletrônicas e os controles remotos usados para destravá-las. Para criar o dispositivo, ele usou apenas uma série de chips encontrados no mercado americano.

O pequeno dispositivo é capaz de abrir carros da Chrysler, Daewoo, Fiat, General Motors, Honda, Toyota, Volvo, Volkswagen, Clifford, Shurlok e Jaguar e também já foi testado com vários diversos dispositivos para abrir automaticamente a garagem, com sucesso.

A questão está em como estas travas automáticas funcionam. Um chaveiro eletrônico transmite um código secreto que serve para ativar ou desativar as trancas, para poupar as pessoas do trabalho de colocar a chave na fechadura. Estes códigos vivem mudando, similar aos tokens que usamos em transações bancárias. Um algoritmo mantém a chave e a tranca sincronizados e cada código é descartado assim que é usado pelo chaveiro e entendido pela fechadura.

Mas o RollJam consegue burlar esta proteção. Ele tem dois rádios, sendo que o primeiro ele impede que a trava receba o código enviado pela chave eletrônica. O que você faz quando você aperta um botão e nada acontece? Você aperta de novo, claro. E é aí que entra a genialidade do dispositivo.

Quando ele percebe que o usuário disparou a chave pela segunda vez, desta vez com um código novo, ele transmite o primeiro sinal para a fechadura e guarda o segundo. Assim, a fechadura eletrônica se abre, e o usuário tem a ilusão de que nada aconteceu. Só que o dispositivo agora tem uma cópia do próximo código que será usado pela trava eletrônica. Assim, alguém mal-intencionado pode usá-lo quando o dono do carro se afastar, por exemplo.

Kamkar alerta que, diferente do token bancário, os códigos destas fechaduras não expiram depois de um tempo, o que é sua grande falha. “O código tem que ser associado a um período de tempo”, explica ele ao Ars Technica.
 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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