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JOVEM BRASILIENSE CRIA APLICATIVO DE BRECHÓ VIRTUAL APOIADO POR HARVARD

28/07/2015

 
 

Desenvolvido pela brasiliense Jessica Behrens, 23, o aplicativo Tradr funciona basicamente como um brechó virtual onde todos os usuários podem vender e comprar produtos de forma simples e gratuita. Seguindo o modelo do Tinder, o programa sugere peças que podem ser curtidas pelo usuário e negociadas com o vendedor através de uma janela de conversa. A ideia recebeu apoio do Laboratório de Inovação da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Jéssica, que acaba de se formar em Comunicação Organizacional na UnB (Universidade de Brasília), afirma que a ideia surgiu no dia 11 de janeiro deste ano após ler alguns livros budistas sobre o minimalismo. "Eles explicam que quanto menos você tem, menos preocupação terá. Então, comecei a refletir: Por que preciso de três carteiras, obras que não leio e roupas que não uso? Vou doar", disse.

Foi então que a jovem decidiu reuniu diversos objetos e convidar os amigos para um bazar para doações. Mas, como ninguém compareceu, o caminho alternativo foi distribuí-los nas paradas de ônibus. "Era cansativo e até mesmo frustrante. Em uma conversa sobre o aplicativo Tinder, comecei a imaginar um brechó virtual onde a economia podia girar. Pessoas iriam ganhar dinheiro e sustentabilidade poderia acontecer".

Apoio de Harvard

Um amigo de Behrens que estudava em Harvard, a apresentou para Zaki Djemal, que estudava Comportamento do Consumidor também na universidade norte-americana. Eles conversaram durante alguns dias via Skype e depois de três semanas, Jéssica embarcou para os Estados Unidos.

"Foi uma loucura. Fizemos o plano de negócio em dois dias e a ansiedade era enorme. Ninguém acreditava que eu ia para Harvard e acho que nem eu mesma, era um sonho muito distante", relatou.

Jéssica e o amigo conseguiram um investidor anjo americano, que financiou o desenvolvimento e conceito do aplicativo. Entretanto, eles agora precisam de patrocinadores para desenvolver o programa para Android e melhorar os algoritmos.

"Trabalho sem parar em prol do aplicativo. Acordo todos os dias às 6h da manhã e vou dormir 1h. Faço isso porque acredito na mudança que ele pode proporcionar. Além de um brechó virtual, microempresários e artesãos podem ser ajudados. Muitas vezes, eles não têm dinheiro para criar um site e divulgar os produtos nas mídias sociais e muito menos têm um espaço físico".

O Tradr já conta com 1.044 usuários e está em fase BETA. Cerca de 1.100 produtos foram cadastrados. Entre eles estão roupas, calçados, maquiagens, bijuterias e até móveis. Assim como no Tinder, ao dar um like na peça, uma janela de conversação poderá ser aberta. A negociação com o vendedor desde descontos e locais de entrega será toda realizada pelo chat.

A plataforma une os usuários por meio de produtos. Podem comprar, vender e também fazer trocas. "A versão beta ainda não contempla um sistema de pagamento. Somos integrados com o Facebook e os usuários são conectados a pessoas de sua própria rede social e/ou próximas a eles. A gente põe as pessoas em contato e elas decidem o que fazer", afirma Jéssica, que diz estudar soluções para incluir formas de pagamento, logística e entrega no Tradr.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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