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SOLAR IMPULSE 2 SUPERA MAIOR DESAFIO E QUEBRA RECORDE DE VOO

06/07/2015

Foto: Divulgação.

O avião ecológico Solar Impulse 2 bateu o recorde de voo solo em sua tentativa de dar a volta ao mundo sem consumir nada além de uma carga, quando aterrissou nesta sexta-feira no Havaí e cumpriu a etapa mais difícil da sua travessia.

Horas antes, o hidróptero de mesmo nome, uma espécie de catamarã voador com três cascos, atracava no mesmo arquipélago americano no Pacífico, dez dias depois de zarpar de Los Angeles.

Pilotado pelo experiente piloto suíço Andre Borschberg, o Solar Impulse 2 demorou cinco dias para percorrer o trajeto histórico de 8.200 km entre o Japão e o Havaí. A aeronave, movida a energia solar, pousou suavemente às 16H00 GMT (13H00 de Brasília) no aeroporto Kalaeloa de Oahu, a principal ilha havaiana.

“Acabamos de aterrissar no Havaí com o @solarimpulse! Para @BertrandPiccard e para mim, é um sonho que virou realidade”, tuitou Borschberg, triunfante, após completar a etapa mais perigosa de sua volta ao mundo.

Borschberg e Bertrand Piccard se revezaram na cabine para fazer o voo solo do Solar Impulse durante todo o desafio. A última etapa, entre o Japão e o Havaí, coube a Borschberg e é a oitava das 13 previstas.
Piccard, seu companheiro de aventuras, mostrou entusiasmo com a chegada do avião e do piloto. “É difícil acreditar no que vejo: o Solar Impulse 2 no Havaí! Mas nunca duvidei que @AndreBorschberg conseguisse fazê-lo”, escreveu no Twitter.

O avião experimental pousou em solo havaiano pouco depois do amanhecer, em meio a ovações e aplausos da equipe em terra. Não foi apenas a viagem mais longa – tanto no quesito tempo quanto em distância – de um avião movido por energia solar, mas o aviador também bateu o recorde de voo solo mais longo do mundo.

A viagem deixou o piloto exausto e sua equipe tinha informado na quinta-feira, quando faltavam pouco mais de mil quilômetros para a chegada, que as últimas 24 horas tinham sido “particularmente difíceis”.

Recorde fácil

A viagem do Japão ao Havaí levou exatamente quatro dias e 22 horas, durante os quais o piloto tirou cochilos de apenas 20 minutos para manter o controle da aeronave. Borschberg bateu com vantagem o recorde de voo solo, estabelecido por Steve Fossett ao pilotar por 76 horas e 45 minutos em 2006.

Seu concorrente e colega, Richard Branson, também aviador, tuitou os parabéns a Borschberg antes de seu competidor aterrissar. “Parabéns, @SolarImpulse, por bater o recorde da @VirginGlobalFlyer de viagem solo, sem escalas e sem abastecer. É um grande passo adiante”, destacou.

Borschberg viajou sozinho e dependia totalmente de si próprio em uma cabine não pressurizada de 3,8 metros cúbicos. Nas ocasiões em que viajou em altitudes de mais de 9.000 metros, precisou usar tanques de oxigênio para respirar.

O Solar Impulse 2, que partiu de Abu Dhabi no começo do ano, tem 17.000 células fotovoltaicas nas asas e uma bateria de lítio recarregável que lhe permite voar durante a noite. Sua envergadura é maior que a de um jumbo, mas pesa apenas 2,3 toneladas, quase o mesmo que um carro.

Trimarã também chega ao seu destino, mas sem recorde

Horas antes, o hidróptero Solar Impulse, pilotado pelo francês Alain Thébault, uma espécie de trimarã com asas, chegava à ilha após navegar durante dez dias (mais de 2.215 milhas náuticas, 4.102 km), zarpando de Los Angeles (Califórnia, oeste dos EUA).

Mas não conseguiu bater o recorde de 2005 de Olivier de Kersauson, como o navegador esperava inicialmente. No entanto, “o hidróptero se tornou o primeiro veleiro voador hidro-asa a cruzar um oceano. O recorde da travessia Transpacífica não foi batido”, informou a equipe do hidróptero em um comunicado.

Mas, “apesar das condições claramente desfavoráveis, Alain Thébault e sua tripulação tomaram a decisão de arriscar para não faltar a um encontro histórico” com o avião solar Solar Impulse 2, acrescentou. “Um encontro de dois monstros da tecnologia, de dois pioneiros neste meio, com uma única mensagem: +Use clean energy+ (usem energia limpa)”, destacou o texto.

Com 18,28 metros, o hidróptero navega lentamente, mas quando o vento ganha força, se ergue com suas velas, desfraldadas a 45 graus sobre planos oblíquos. Em 2009, a embarcação bateu um recorde de velocidade à vela, alcançando mais de 80 e 100 nós (entre 150 e 180 km/hora).

 
 
Fonte: Ne10

 
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