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BLOCOS DE ENDEREÇO IPV4 PARA A AMÉRICA DO NORTE ESTÃO ESGOTADOS

03/07/2015

A American Registry for Internet Numbers (ARIN, órgão norteamericano que controla a alocação de endereços de IP nos EUA e Canadá) anunciou ontem que iniciará uma política de "solicitações negadas" pela primeira vez em sua história.

A ARIN é responsável por conceder blocos de endereços de IP a empresas e organizações que necessitam de endereços fixos na internet. No entanto, devido ao esgotamento dos endereços disponíveis no padrão IPv4, os pedidos de empresas e organizações não podem mais ser atendidos tão facilmente.

Àquelas empresas e organizações cujas solicitações por IPs não puderem mais ser atendidas, o registro oferece três opções: entrar numa lista de espera por blocos maiores de endereços, aceitar um bloco menor, ou fechar o pedido. A ARIN aponta também para a ampla disponibilidade de endereços no padrão IPv6, que ainda é menos usado pelo fato de que alguns dispositivos antigos não aceitam esse padrão.

A ARIN é um dentre vários órgãos conhecidos como RIRs - Regional Internet Registry, ou Registro Regional de Internet - que administram regionalmente a distribuição de endereços de IPs. A RIR responsável pela região na qual o Brasil se insere se chama LACNIC (Latin American and Caribbean Internet Addresses Registry), e passou por uma situação semelhante em junho de 2014.

Histórico

IPs são os "endereços" dos computadores e outros dispositivos na internet - cada aparelho precisa ter um IP para poder se conectar. Os IPs no padrão IPv4 são conjuntos de quatro grupos de três números de 0 a 9 (por exemplo: 192.168.034.765). Assim, ele permite apenas cerca de 4,3 bilhões de endereços. No momento de sua criação, não era possível prever o enorme crescimento do número de dispositivos e usuários conectados à rede.

O esgotamento dos endereços de IP nesse padrão já era previsto desde 1992. Por conta dessa previsão, a Internet Engineering Task Force (força-tarefa de engenharia da internet) iniciou em 1994 o desenvolvimento do padrão IPv6. Nesse padrão, os endereços são conjuntos de oito grupos de quatro algarismos hexadecimais (números de 0 a 9 e letras de A a F), como, por exemplo, 
FE80:0000:0000:0000:0202:B3FF:FE1E:8329.

Assim, o padrão permite um total de mais de 340 trilhões de trilhões de trilhões de endereços. Além disso, ele também permite a atribuição de níveis hierárquicos diferentes (com regras de roteamento diferentes) para alguns endereços, algo que o IPv4 não permitia.

No entanto, a incompatibilidade entre os dois padrões fez com que empresas e governos demorassem a adotá-lo. O Google rastreia o uso de IPv6 de usuários de seu site e, segundo seus dados, atualmente apenas cerca de 7% do tráfico acontece em IPv6. Dois anos atrás, esse número não chegava a 2%.

No Brasil, atualmente, apenas 2,38% do tráfego captado pelo Google acontece em IPv6. É bastante provável, porém, que com o inevitável esgotamento de endereços IPv4 num futuro próximo, esse número cresça cada vez mais rapidamente.
 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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