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HBM SÓ NÃO VAI GARANTIR O DESEMPENHO DA FURY X

15/06/2015

O hype para as novas placas da AMD, especialmente as "realmente novas" com chip Fiji, está em seu ápice. Terça-feira enfim vamos sair da terra dos rumores e veremos o lançamento oficial das placas da série 300 da empresa. 

A grande expectativa gira em torno da hipotética placa Fury X, modelo que virá com o chip Fiji, resfriamento líquido e as memórias de grande largura de banda, as HBM. Como estamos falando não apenas de uma nova geração, mas também de uma nova tecnologia, é normal que a curiosidade para as possibilidades deste "admirável mundo novo" seja alta. Mas é bom ter em mente que somente isso não resolve nada.

Um exemplo é a introdução das memórias DDR4. Depois de anos e anos no DDR3, introduzido inicialmente em 2007, as novas memórias chegaram ano passado com mais performance e eficiência energética, e os benchmarks especializados em memórias mostram o salto entre as tecnologias:

Mas aí na hora de ver o resultado em games, a coisa não é tão notável. Temos dois dos resultados em sistemas baseados em memórias RAM DDR4 (o processador Core i7-5960X), no benchmark abaixo, e como podem ver, ficam longe de se destacar só porque introduz uma nova geração de memórias:

É importante perceber que quando falamos de HBM, não estamos falando da memória RAM do sistema, e sim da memória dedicada da placa de vídeo, muito mais próxima da GPU e também com um impacto muito maior na performance gráfica. Pra ilustrar melhor esta situação, temos este comparativo: o mesmo chip gráfico GTX 850M equipando modelos Apache, da MSI, porém com uma diferença: enquanto um vem com as memórias GDDR5, o 2PL-663BR vem com a tecnologia mais antiga, o DDR3.

Como dá para perceber, não podemos subestimar a diferença que as memórias podem trazer na performance. Quanto mais exigente o teste, mais o GDDR5 se tornou importante para conquistar um pouco mais de desempenho. Mas velocidade de memória não é tudo, e para isto vou usar outro comparativo.


A Radeon R9 290X e a GeForce GTX 970 são placas que rivalizam em desempenho em diversos jogos, sendo que a placa da Nvidia conta com uma memória com largura de banda de 224GB/s, barramento de 256-bit e polêmicos 4GB dedicados. A largura de 320GB/s, barramento de 512-bit e 4GB que são 4GB não parecem trazer nenhuma vantagem para a placa da AMD, que se destaca normalmente no game "Terra-média: Sombras de Mordor", o único que parece sofrer uma maior influência da velocidade das memórias por conta de suas texturas de altíssima definição. Dá uma conferida neste link para ver o comparativo entre as duas placas.

(É bom lembrar também que a Nvidia utiliza uma tecnologia de compressão nas memórias RAM de suas placas de vídeo, reduzindo o tráfego de dados e tornando as placas de vídeo mais eficientes no uso destes componentes. Isso ajuda a GTX 970 a encurtar a diferença para a R9 290X quando o assunto é memória)

Uma boa notícia também depende de um bom desempenho do carinha do meio, não só dos 4 módulos HBM dos lados 
 

HBM não fará milagre se o novo chip Fiji não fizer bom proveito da nova tecnologia de memórias

Tudo vai depender do chip Fiji. Memórias GDDR5 podem ser sim um gargalo em um futuro próximo, mas neste exato momento não vemos as memórias serem um elemento determinante no desempenho. A AMD tem um trunfo nas mãos ao já introduzir nessa geração as memórias HBM, mas vamos precisar de um chip poderoso tirando realmente proveito deste potencial. Caso contrário, o resultado será catastrófico: novas tecnologias são caras, e adicionando o resfriamento líquido, não dá para ser muito otimista sobre os possíveis preços da Fury X. Se não houver uma excelente contrapartida em performance, a "joia da coroa da série 300" pode ser um grande desapontamento.

Tudo será respondido nessa terça, quando a AMD lançar as placas e as primeiras análises virem ao ar. Mal podemos esperar para colocar a Fury X para rodar nossos benchmarks por aqui, também. Mas acreditem, a minha curiosidade vai estar muito mais voltado ao chip Fiji, e o quanto ele vai saber fazer uso dessa nova tecnologia, do que o HMB em si.

 
 
Fonte: Adrenaline

 

 
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