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IOS 9 GANHA NOVOS RECURSOS, MAS MAIORIA JÁ ESTÁ PRESENTE EM CONCORRENTES

14/06/2015

Em um dos maiores eventos da Apple, o WWDC (Worldwide Developers Conference), a empresa mostrou novas funcionalidades do sistema operacional iOS 9 (usado em iPhones e iPads). No entanto, parece que ganhou mais foco a consolidação desse sistema do que a apresentação de recursos inovadores, que não estejam em concorrentes.

Como esperado, a gigante da maçã não apresentou grandes mudanças visuais e investiu na melhoria de alguns dos recursos já disponíveis, tais como a assistente pessoal Siri e os aplicativos Mapas e Notas. No entanto, boa parte das novidades já está presente em algum concorrente --no sistema Android ou no Windows. Parece que a companhia priorizou a melhoria de desempenho --favorecido pelo encolhimento do tamanho do arquivo OS, que caiu de 4,6 GB (iOS 8) para 1,3 GB (iOS 9)-- em vez de volume de lançamentos.

Veja a seguir os destaques que deverão chegar para o iOS 9 durante o outono no hemisfério Norte (entre setembro e novembro), quando deve ser liberado gratuitamente para todos os usuários de dispositivos Apple.

Segurança
Divulgação
 

Uma das preocupações da empresa foi com a segurança e a privacidade dos usuários. A companhia passará a pedir, como padrão, uma senha de desbloqueio de seis caracteres (atualmente, o padrão é de quatro) para aparelhos com TouchID (leitor de digital, incorporado a partir do iPhone 5S).

O sistema de segurança terá autenticação em dois fatores. Em termos práticos, isso ajuda o usuário a saber se há alguma tentativa de roubo de conta, por exemplo. A vítima receberá uma mensagem cada vez que houver acesso à sua conta bancária. O recurso é exclusivo da Apple. 

Spotlight 
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A ferramenta de busca Spotlight do sistema móvel ficou mais poderosa. Agora, mostra sugestões de contato, aplicativos mais usados, sugestões de locais e notícias. Esse recurso já está disponível no Google Now, aplicativo de busca inteligente do Google, com exceção dos contatos mais utilizados.

Siri 
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A Apple foi pioneira com a assistente pessoal Siri, lançada no iPhone 4S. Ela ficou mais esperta. Ela agora passará a atender comandos do tipo "Mostre-me fotos de Utah" e exibirá todas as fotos da galeria do usuário tiradas no local.

Isso não é necessariamente uma novidade, pois o Google lançou uma funcionalidade parecida em 2012. Usando esse sistema de buscas, o usuário do Google pode acessar suas próprias informações ou informações de amigos postadas no Google +.

"Proatividade" 
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Com a nova versão da assistente Siri, ela vai tentar adivinhar algumas ações do usuário. Ao plugar um fone de ouvido, por exemplo, ela vai abrir o aplicativo de música. Além disso, ao receber uma mensagem, o usuário poderá gerar lembretes do tipo "lembre-me disso mais tarde". Resumindo, a assistente vai ganhar boas doses de inteligência artificial.

Sobre o primeiro recurso, o Aviate --programa do Yahoo! que muda a interface gráfica do Android-- já executa a função: plugou um fone de ouvido e o sistema já sugere abrir algum aplicativo de entretenimento, como serviço de streaming de música ou de vídeo. Já o segundo foi mostrado pelo Google para o Android M no último I/O. A ferramenta foi chamada pela companhia de "Google Now on tap".

Ao receber, por exemplo, uma mensagem de alguém sobre um convite para jantar, a assistente do Google vai sugerir colocar o compromisso no aplicativo de calendários --um funcionamento bem parecido com o anunciado pela Apple.

Cuidado com iPhones antigos 
Justin Sullivan/Getty Images/AFP

A companhia anunciou medidas que podem melhorar (ou deixar "menos pior") a experiência de pessoas que têm iPhones antigos, como o modelo 4S (o aparelho mais velho a receber a atualização iOS 9). A empresa promete melhorar o uso de bateria com um modo de baixo consumo --com ele ativado, a bateria pode durar até três horas adicionais. 

A funcionalidade de cortar recursos do smartphone (como reduzir o brilho da tela ou reduzir efeitos da interface do dispositivo) sempre esteve presente em telefones Android. Empresas como Motorola, LG e Samsung contam com soluções próprias em seus telefones.

Multitarefa no iPad 
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Uma das novas funcionalidades do novo iO9 é que os iPads mais novos poderão abrir dois programas simultaneamente, fazendo ajustes sobre a proporção que cada programa terá de ocupar na tela. A funcionalidade só estará disponível em modelos mais novos do tablet da companhia.

Antes disso, um dos poucos tablets do mercado que continha essa função de dividir janela de apps era o Surface (disponível apenas em alguns países). Aparelhos da Samsung da linha "Note" (smartphones e tablets) também conseguem rodar alguns aplicativos simultaneamente, visualizando-os em uma tela dividida.

Editor de Notas reformulado 
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O aplicativo de Notas passa a suportar imagens, listas de tarefas e até a possibilidade de fazer rascunhos desenhando com o dedo.

Os usuários de Android podem ter uma experiência semelhante a essa com o aplicativo Keep, desenvolvido pelo Google para ser uma espécie de bloco de notas móvel, cujo conteúdo é sincronizado na nuvem. No caso da Apple, as informações são armazenadas no iCloud.

Mapas com dados de transporte público 
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A ferramenta de Mapas, da Apple, vai passar a mostrar dados de transporte público de algumas cidades dos Estados Unidos e, posteriormente, da China. Como diferencial, a empresa informa que mostrará informações ao vivo (como verificar a hora quem um ônibus passará por aquele ponto) e dados de itinerário.

O Google conta com um recurso parecido no Google Maps há um tempo. A companhia de buscas diz que já está presente em mais de 18 mil cidades.

Notícias 
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Com esse aplicativo, a Apple quer ser reconhecida como "porta" de acesso a conteúdos jornalísticos. Com essa iniciativa, algumas empresas de comunicação poderão publicar diretamente na plataforma da empresa da maçã. A companhia oferece recursos fáceis para organizar galeria de imagens, suporta vídeos e animações com a interação do display aberto.

Depois de analisar as preferências do usuário, ele passará a dar dicas de notícias de que ele possa gostar. A Apple não liberou detalhes sobre o modelo de negócio. A empresa, a princípio, disse que conteúdos do "The New York Times", "ESPN", "Atlantic" e outros parceiros facilitarão a vida do leitor.

A ideia do aplicativo parece ser uma mistura do que o Facebook fez recentemente com algumas empresa jornalísticas com o Flipboard (aplicativo que permite ler notícias em forma de revista digital).


 

 
Fonte: Uol

 
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