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HACKERS SÃO PRÓXIMO ALVO DE EMPRESA FABRICANTE DE SPYWARE PARA GOVERNOS

09/06/2015

Uma empresa que ajuda os governos a monitorar seus cidadãos agora está oferecendo sua experiência às corporações americanas.

A Verint Systems Inc., fabricante de um software que peneira comunicações, como mensagens de texto, telefonemas e e-mails, para ajudar a combater o terrorismo e o crime, está promovendo sua experiência em inteligência para ajudar as empresas a se defenderem de hackers.

"Os ataques cibernéticos avançados são bem planejados, têm objetivos específicos e são furtivos", disse o CEO Dan Bodner, em uma teleconferência com analistas, no dia 3 de junho. "A abordagem da mitigação precisa se basear em táticas de inteligência". Bodner disse que planeja revelar os novos produtos de segurança cibernética para corporações em uma conferência em Las Vegas nesta semana.

A campanha de vendas da Verint chega em um momento em que o governo dos EUA está tentando equilibrar a luta contra o terrorismo com as preocupações pela privacidade de seus cidadãos. Como os sistemas informáticos das corporações americanas estão cercados por intrusos do mundo inteiro, dedicados a roubar informações confidenciais, interromper o funcionamento das empresas ou simplesmente envergonhar companhias ostensivamente sofisticadas, a Verint aposta que sua habilidade para ajudar governos lhe dá uma vantagem na concorrência por contratos do setor privado.

Demanda

Na semana passada, o Congresso dos EUA decidiu impedir que sua principal organização de espionagem, a Agência Nacional de Segurança, compile cadastros com grandes volumes de dados sobre telefonemas feitos pelos americanos.

Mesmo assim, as preocupações com a privacidade não diminuíram a demanda por inteligência de segurança cibernética, nem no setor público, nem no privado, disse Jeff Kessler, analista da Imperial Capital, em Nova York.

"Embora a privacidade seja uma preocupação prioritária entre os Estados ocidentais, o crescimento da analítica para decifrar eventos e comunicações anormais não se deteve nem desacelerou em nenhum desses países", disse ele.

A Verint, com sede em Melville, Nova York, abriu seu capital em 2002 como a unidade de segurança da Comverse Technology Inc., que vendia software de gravação para ajudar call centers a monitorar o atendimento ao cliente.

A empresa superou US$ 1 bilhão em vendas pela primeira vez no ano fiscal terminado em 31 de janeiro de 2015 e planeja dobrar a receita que obtém com a segurança cibernética neste ano, disse Bodner aos investidores, no dia 3 de junho. Mesmo se atingir esse objetivo, a receita obtida com a segurança cibernética será inferior a US$ 100 milhões e virá em grande parte de governos clientes, disse ele.

Em uma teleconferência, no dia 25 de março, a Verint anunciou que ganhou um contrato governamental de um projeto de segurança cibernética avaliado em mais de US$ 100 milhões. As ações da companhia dispararam 6,2 por cento no dia seguinte.

´Nada fácil´

Um desafio para a Verint talvez seja levar esse tipo de projeto a uma escala accessível para empresas individuais, disse Jonathan Ho, analista da William Blair Co. em Chicago.

"A Verint tem que conseguir pegar esse produto e reduzir o preço, os recursos e a complexidade de administrá-lo a ponto de poder vendê-lo por centenas de milhares de dólares", disse Ho. "Não é nada fácil, e é muito cedo para dizer se eles terão sucesso nesse processo de transição".

A principal concorrente da Verint, a Nice Systems Ltd., com sede em Ra´anana, Israel, adotará uma tática oposta. A empresa vendeu sua própria divisão de inteligência de comunicações no mês passado à companhia israelense de defensa Elbit Systems Ltd. por US$ 158 milhões.

Em contraste, a divisão de inteligência de comunicações da Verint teve uma receita de US$ 359 milhões no ano fiscal de 2015.

O mercado mundial de segurança cibernética está crescendo e é possível que chegue a US$ 40 bilhões em receita até 2017, segundo dados da IDC e da Bloomberg Intelligence. As ações da Palo Alto Networks Inc., que se concentra na segurança de redes e tem sede em Santa Clara, Califórnia, mais do que dobraram nos últimos doze meses e são negociadas a 116 vezes os ganhos estimados para doze meses. As ações da Verint subiram 25 por cento no mesmo período, o que avaliou a empresa em 17 vezes os lucros futuros.

 
Fonte: Uol

 
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