Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

DÓLAR JÁ PESOU NO PREÇO DOS SMARTPHONES NO BRASIL

09/06/2015

Foram comercializados 14.1 milhões de smartphones no primeiro trimestre de 2015, ou seja, 33% a mais na comparação com o mesmo período do ano passado, e 1.2 milhão de feature phones, queda de 54%, revela pesquisa da IDC. Segundo a consultoria, esse resultado não deverá se repetir nos próximos trimestres por conta da baixa atividade econômica e da alta do dólar.

“Tradicionalmente, o primeiro trimestre não é um dos mais fortes para o mercado. Neste ano, mesmo com a atual conjuntura econômica, com taxa de juros e inflação alta e desemprego, o resultado foi positivo”, afirma Leonardo Munin, analista de pesquisas da IDC Brasil, que atribui esse movimento a dois fatores: a alta do dólar obrigou os fabricantes a fazerem um primeiro repasse de preços no começo do ano e outro em março; e o canal de vendas que já sabia desta possibilidade e antecipou as compras.

Outra constatação do estudo da IDC é de que os preços dos aparelhos intermediários ficaram de R$ 30 a R$ 60 mais caros, e os tops de linha tiveram aumento de R$ 100 a R$ 200. “Isso acontece devido à alta do dólar e ao fato e o Brasil não ser um País que tem insumos suficientes para atender a demanda e, por isso, exporta muitas peças”, avalia Munin. Em relação à faixa de preço, os smartphones intermediários - que custam entre R$ 450 e R$ 999 - foram os mais vendidos e o ticket médio ficou em R$ 790. 
 

O varejo ganha destaque no estudo da consultoria. As operadoras, que até então ocupavam o posto de principal canal de vendas, estão oferecendo cada vez menos subsídios para o consumidor, que está migrando para o varejo físico e online. “O fluxo de vendas nos varejos tradicionais continua forte. Notamos também um grande crescimento de lojas e quiosques das próprias marcas, que possuem uma alta produtividade por metro quadrado fornecendo ao usuário um atendimento mais direcionado e especifico, tornando o consumidor mais propício a realizar sua compra”, destaca o analista.

Para 2015, a IDC Brasil previa vendas de 63.5 milhões de smartphones. Com o cenário de crise, porém, a expectativa caiu para menos de 58 milhões de celulares inteligentes. "Não vemos possibilidade de voltarmos a uma projeção maior. Pelo contrário, ainda podemos prever algo mais baixo. Uma alternativa para os fabricantes é convencer quem tem um feature phone a comprar um smartphone e quem já tem um celular inteligente intermediário optar por um modelo mais top de linha”. Hoje, o Brasil ainda tem uma base instalada muito grande de feature phones - pouco mais de 45% da população ainda tinha esse tipo de celular até o fim de 2014.

 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar