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ALIBABA PEDE AJUDA ÀS MARCAS GLOBAIS PARA ´COMBATER A PIRATARIA´

19/05/2015

Quando se trata de combate à pirataria, o diretor da segurança da internet do e-commerce Alibaba afirma que cooperar é muito mais vantajoso do que brigar na justiça. A gigante do comércio virtual foi acusada por companhias de luxo do grupo francês Kering SA – dona de marcas como Gucci e Yves Saint Laurent – de facilitar a venda de produtos falsificados. A empresa tem sido acusada por anos de não fazer o suficiente para combater a pirataria.

Ni Liang, líder do segmento anti-falsificações do Alibaba, alegou a agência Reuters que as empresas têm mais sucesso no combate aos infratores quando "falam" com eles ao invés de processá-los. O assunto veio à tona após inúmeras acusações de pirataria contra o e-commerce antes de sua oferta pública inicial de US$ 25 bilhões na bolsa de valores.

Em entrevista à Reuters durante uma visita da agência à sede de segurança do Alibaba, Ni defendeu sua posição de cooperação ao invés das ações judiciais: 

 "Eu acredito muito que gastar dinheiro em processos na justiça podem resultar em algo completamente diferente do que cooperar com a gente. Se uma marca conosco, nós ainda combateremos suas versões falsificadas... mas em conjunto lutamos melhor."

Ni Liang em entrevista à Reuters

O Alibaba possui 2.000 empregados no seu setor de combate à pirataria. Em seu centro de controle virtual, uma tela que cobre uma parede inteira exibe tentativas em tempo real de vendas de produtos "suspeitos", juntamente com as possíveis marcas falsificadas. Os vendedores conhecidos por tentar vender produtos piratas também são registrados. 
 

Ni afirma também que outros 5.000 "voluntários" fazem parte da equipe de investigação, e que a empresa gastou em torno de US$16 milhões para verificar a autenticidade das ofertas. O chefe de segurança da empresa acredita também que os investimentos neste setor podem chegar a US$24 milhões em 2015. "Acredito que focamos mais do que qualquer outra plataforma nos esforços anti-pirataria", defende.

O Alibaba é uma das maiores plataformas de vendas virtuais do mundo, controlando aproximadamente 80% de todas as transações online da China e com uma quantidade de produtos estimada em aproximadamente US$97 bilhões no último trimestre. Para combater a pirataria, a empresa já assinou aproximadamente 1.300 termos de cooperação com marcas, incluindo Microsoft, Apple e Louis Vuitton.

Embora em geral o e-commerce tenha conseguido reduzir boa parte da pirataria, Ni afirma que o número de produtos falsificados aumentou em aproximadamente dois terços, de 80 para 130 milhões entre 2012 e 2014. Durante a reportagem, a tela de investigação mostrava mais de cinco mil tentativas de venda de produtos suspeitos, removidos até a noite daquela data.

Segundo Ni, a maior dificuldade no combate à pirataria envolve a detecção dos produtos. Diversas propagandas de itens muito similares aos originais veiculam na plataforma, tornando a autenticidade da oferta difícil de ser identificada. O problema aumenta quando a semelhança entre as mercadorias de uma marca "falsificada" e uma "original" não correspondem à infração de direitos autorais.

 
 
Fonte: Adrenaline

 
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