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COMO UMA MOLECAGEM NA ESCOLA TRANSFORMOU UM GAROTO EM MULTIMILIONÁRIO

19/05/2015

Não há muitas pessoas que se tornaram multimilionárias como consequência direta do desrespeito a regras da escola, mas o britânico Jack Cator é uma delas.

Em 2005, Cator, então com 16 anos, estava irritado porque sua escola em Norfolk, no leste da Inglaterra, havia bloqueado o acesso à rede de computadores da instituição. O objetivo era impedir que os alunos acessassem sites de música e jogos.

Mas ele, como exímio programador, decidiu usar seu conhecimento para invadir o sistema.

"Pensei que seria engraçado furar o bloqueio montado pela escola", diz Cator, agora com 26 anos.

Para fazer isso, ele usou um site que simula a impressão digital de um computador, ao roteá-lo por meio de um servidor remoto, normalmente localizado no exterior, e permitindo ao usuário navegar na internet de modo anônimo e privado. Tais sites franqueiam aos usuários acesso à chamada rede privada virtual (VPN, na sigla em inglês).

Cator fez uma dessas redes funcionar, e rapidamente, em vez de usar um computador da escola para pesquisar seu dever de casa, aproveitava para assistir a seus videoclipes preferidos.

Mas descontente com a qualidade dos então provedores de VPN, que, segundo ele, não eram fáceis de usar e veiculavam muita propaganda, Cator decidiu lançar-se a um desafio maior: criar a sua própria rede.

Foi preciso apenas uma tarde sentado no sofá da casa de seus pais para colocar o site de pé, batizado com um nome impossível de sair da cabeça - Hide My Ass (HMA, ou "Esconda o Meu Traseiro").

Dez anos se passaram e Cator acabou de vender seu negócio - do qual ele era o chefe e o único dono - pelo equivalente a R$ 190 milhões.

A HMA, que Cator transformou em uma das maiores empresas de VPN do mundo, sem o aporte de qualquer investidor externo, foi comprada pela gigante de software AVG.

Já a AVG está trazendo para seu portfólio uma empresa com 2 milhões de clientes, um faturamento anual de 11 milhões de libras (R$ 52 milhões) e um lucro que excede 2 milhões de libras (R$ 9,5 milhões). Pelos termos do acordo de compra, Cator continuará como chefe-executivo da HMA.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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