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ENTENDA PARA QUE SERVE O PROCESSADOR DE 10 NÚCLEOS NO SMARTPHONE

14/05/2015

 
A MediaTek anunciou ontem o Helio x20, seu processador de 10 núcleos. Ele representa uma nova tentativa da empresa de chegar aos smartphones top de linha, abastecidos principalmente pela rival Qualcomm. O M9+, da HTC, é, por enquanto, o único smartphone mais completo a trazer o Helio x10, antecessor de oito núcleos do x20.

Em entrevista ao Olhar Digital, Russ Mestechkin, diretor de vendas corporativas da empresa para América Latina, explica que o aumento do número de núcleos não é o mais importante no modelo em questão. "O essencial é como nós conseguimos fazer o poder desses núcleos se adequar ao padrão de uso dos consumidores", disse.

O Helio x10 agrupa seus dez núcleos em três "clusters" (grupos de processamento). Um deles utiliza dois núcleos ARM Cortex-A72 rodando a 2,5GHz para tarefas mais pesadas. Os outros dois clusters possuem, cada um, quatro núcleos ARM Cortex-A53; um deles roda a 2,0GHz para tarefas de média intensidade, o outro a 1,4GHz para tarefas mais tranquilas.

Além do clock menor, o cluster de 1,4GHz também possui ligações mais finas e um design de silicone otimizado para eficiência, já que ele não recebe tanta corrente elétrica.

O que isso significa? Segundo Mestechkin, dividir o processador em três clusters "é como adicionar mais marchas a um carro". A maioria dos chips para smartphones separa seus núcleos em apenas dois clusters e, segundo Russ, isso faz com que eles precisem constantemente sacrificar performance ou consumo de bateria. Com três clusters, ele acredita que é possível alcançar um equilíbrio melhor entre os dois.

Reprodução

Energia

Isso implica, primeiramente, em uso mais eficiente de energia. O Helio x20 promete 30% mais eficiência no uso de energia, o que pode se traduzir em maior duração da bateria, mas não só isso. "Se o processador é mais eficiente, sobra mais potência para a tela, por exemplo", opina Mestechkin. Com isso, o processador permitirá melhor desempenho da bateria em smartphones com telas maiores.

"Também é possível criar dispositivos mais finos, já que as baterias menores renderão mais", completa. Ele acredita que, no futuro, o consumo de energia e a autonomia da bateria serão tão importantes para os consumidores quanto o desempenho dos smartphones.

Desempenho

Mestechkin acredita que, quando necessário, os dez clusters poderão oferecer um desempenho bastante ágil ao aparelho. Para um usuário médio, segundo ele, o "acesso instantâneo" a todos os aplicativos e a velocidade de carregamento de programas e páginas serão o efeito mais notável.

"Os usuários de smartphones não querem apenas acessar as versões mobile das páginas que costumam visitar. Eles querem uma experiencia de navegação no celular igual à que eles têm no computador de casa, e o x20 permite isso", opina Mestechkin.


Outra característica que ele destaca é que o processador traz novas possibilidades para as câmeras dos smartphones. Ele permitirá que dispositivos usem duas câmeras frontais para reproduzir efeitos que só seriam possíveis com câmeras fotográficas muito maiores e mais caras. "Nós usamos o hardware para simular efeitos de lentes menos acessíveis e portáteis", comenta.

Mestechkin também promete uma performance melhor em jogos. "Nos computadores, o processador nunca é o gargalo, já que ele pode puxar toda a energia que ele precisa. Como os smartphones usam bateria, a eficiência do processador também é um fator importante". O processador é o primeiro a usar uma GPU Mali T880.

Lançamento

O Helio x20 deve estar disponível para os desenvolvedores entre julho e outubro desse ano. Mestechkin acredita, porém, que os primeiros dispositivos a utilizar o processador podem chegar às mãos dos consumidores ainda em 2015.



Fonte: Olhar Digital

 
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