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SINIAV NÃO SAI DO PAPEL E BRASIL PERDE CHANCE DE LIDERAR MEGAPILOTO EM INTERNET DAS COISAS

07/05/2015

Implantação do SINIAV, programa que prevê colocar chips em toda a frota de carros do Brasil, estimada em 50 milhões de automóveis ativos, não deve começar em 30 de junho, como determinado pelo governo federal. "Falta vontade política dos Estados que não querem investir em TI", reclama Antônio Calmon.

O executivo, que está à frente da AutoFind Industrial, que esta semana teve o seu chip para o SINIAV homologado, participou da 15ª Rio Wireless, que acontece no Rio de Janeiro. "O governo federal fez a parte deles. Estruturou. Especificou. E abriu espaço para fomentar o serviço. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação aportou recursos para viabilizar esse sistema, que colocaria o Brasil na linha de frente de pilotos para Internet das Coisas no mundo", destaca Calmon.

Mas o executivo ressalta que há uma resistência à iniciativa. Os DETRANs estaduais não se preparam e o DENATRAN - Departamento Nacional de Trânsito - não tem como obrigar a implantação do SINIAV. "Fica um jogo político, infelizmente. Em São Paulo, o Sem Parar, adotou um modelo próprio, bem próximo do SINIAV, mas sem tantas exigências como o projeto do governo. Nós, na Autofind estamos fornecendo os chips. São Paulo começando a aderir pode mobilizar o país, mas não vejo o SINIAV sair do papel em 2015", lamenta.

O SINIAV, relembra ainda Calmon, foi criado não em função da Internet das Coisas, mas para incentivar a produção de chips, de semicondutores no Brasil. "São 70 milhões de carros estimados no país, mas a frota ativa está em 50 milhões. Esse é um grande mercado a ser trabalhado. O MCTI investiu dinheiro e o CEITEC, estatal de componentes, produziu esse chip. Mas o projeto não decola porque os Estados não querem".

O projeto, que amarga oito anos de postergação, teria a missão de prevenir, fiscalizar e reprimir o furto e o roubo de veículos e cargas, além de possibilitar ações para contribuir na melhoria do trânsito nas grandes cidades. Oficialmente ele está programado para entrar em operação no dia 30 de junho, mas os especialistas asseguram que não não há nenhum DETRAN preparado e que o governo terá de fazer um novo adiamento.

O SINIAV é composto por placas de identificação eletrônica a serem instaladas nos veículos, antenas leitoras, equipamentos de configuração e sistemas informatizados que formarão as bases de dados. Segundo as regras, os carros zeros deverão sair da fábrica com a identificação eletrônica. Se retirado, o chip será invalidado. Proprietários de veículos que não possuírem a etiqueta deverão receber multa grave e perda de cinco pontos na CHN. O único DETRAN que começou a fazer a implantação foi o de Roraima, com o chip contratado junto à carioca Seagull Tecnologia, no começo de 2014, mas o projeto já foi interrompido.
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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