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RELATÓRIO DESTACA IMPORTÂNCIA DA TECNOLOGIA VOLTADA PARA NEGÓCIOS SOCIAIS

04/05/2015

Acaba de ser divulgado um relatório que destaca as oportunidades em tecnologia e os desafios para os empreendedores. O estudo destacou a importância dos negócios sociais, feitos para melhorar a vida das pessoas com o auxílio da inovação e voltados para a população de baixa renda.

O relatório foi feito pela Aspen Network of Development Entrepreneurs (ANDE), eBay Foundation e Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), com o apoio da ARTEMISIA, Cria Global e Porto Digital

Entre os desafios estão: construir uma rede capaz de gerar oportunidades e desenvolver o ecossistema de negócios de impacto social; identificar serviços e produtos tecnológicos que contribuem para a melhoria das condições de vida dos brasileiros; explorar o potencial da tecnologia na elaboração de soluções para os problemas latentes da base da pirâmide.

As premissas foram discutidas em encontros setoriais, realizados em São Paulo e Recife, em 2013 e 2014. Os eventos deram origem ao relatório “Oportunidades em tecnologia para a base da pirâmide”, que traz debates sobre o papel da tecnologia para o desenvolvimento social do Brasil.

Oportunidades em tecnologia para a base da pirâmide aponta que as plataformas de tecnologia dinamizaram processos, encurtaram distâncias físicas e baratearam serviços e produtos, criando diversas oportunidades de negócios – particularmente no que se refere às classes C, D e E –, já que o acesso dessa parcela da população a serviços como internet e telefonia móvel tende a crescer.

Segundo Rebeca Rocha, coordenadora da ANDE, na última década, o Brasil assistiu ao crescimento expressivo da classe média e à redução do número de indivíduos pertencentes às classes mais baixas do país. “Essa mobilidade social motivou mudanças nos hábitos de consumo das classes C, D e E, que contam com renda familiar per capita entre R$ 641 e R$ 81. Essa parcela da população adere cada vez mais aos bens tecnológicos disponíveis no mercado. Com o objetivo de explorar o potencial da tecnologia para a geração de impacto social, a ANDE elaborou esse relatório”.

O Sistema Único de Saúde (SUS) é a única porta de entrada para serviços médicos para 70% dos brasileiros e os números da educação mostram que 47% da população do país tem alfabetização básica –27% são analfabetos funcionais; um contingente de 74% tem dificuldade de compreender produtos e serviços financeiros disponíveis no mercado. “Em resposta a esses problemas que afligem principalmente a base da pirâmide, empreendedores de negócios de impacto social têm apresentado soluções inovadoras para preencher lacunas da educação, saúde e serviços financeiros – usando a tecnologia – e, ao mesmo tempo, construir startups lucrativas”, disse Maure Pessanha, diretora-executiva da Artemísia.

Exemplos de Pernambuco

O estudo também apresenta uma série de negócios já existentes que se utilizam da tecnologia para promover o desenvolvimento socioeconômico. Um deles é o OLHAconta – negócio de impacto social acelerado pela ARTEMISIA. A startup é uma plataforma que promove a inclusão financeira por meio da telefonia móvel, ferramenta de baixo custo para empreendedores. Uma outra iniciativa é a plataforma Saútil – que visa facilitar o acesso a serviços públicos de saúde ao oferecer gratuitamente informações sobre a disponibilidade de medicamentos, agendamento de consultas e exames dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), serviços utilizados majoritariamente pelas classes mais baixas no país.

Joy Street e Kiduca são mais dois exemplos de negócios de impacto acelerados pela Artemísia e que usam a tecnologia em favor da inclusão. A primeira é uma plataforma educacional baseada em games e fundamentada nas diretrizes curriculares nacionais. Já a Kiduca motiva professores e alunos do Ensino Fundamental a estudarem muito mais, através de um ambiente interativo.

Veja detalhes do relatório, obtido com exclusividade pelo NE10/MundoBit.

Explorar o potencial de transformação da tecnologia
Refletir sobre como a tecnologia pode agregar elementos ao desenvolvimento das classes C, D e E, diminuindo o descompasso existente entre o que ela é capaz de desenvolver e o que o mercado está preparado para implementar. Os negócios de impacto social devem explorar as inovações tecnológicas disponíveis para construir novos conceitos de negócio, e expandir sua área de atuação com estas classes.

Integrar a população de baixa renda no processo criativo
Melhorar a articulação dos atores já existentes dentro do ecossistema de negócios de impacto social no Brasil, elaborando mais projetos colaborativos que integrem as comunidades na formulação de soluções para suas necessidades. Essa prática pode aumentar o número e a eficiência dos produtos e serviços oferecidos para a população de baixa renda.

Produzir conhecimento sobre o campo
Desenvolver mais pesquisas e análises sobre as necessidades e os comportamentos dos consumidores das classes C, D e E em relação aos aparatos tecnológicos – e sobre os motivos de se investir em novos modelos de negócio. Além disso, investir em novos cursos no campo de inovação gerencial e de negócios de impacto social.

Engajar o setor público
Fortalecer o relacionamento com o Governo e mapear o potencial de parcerias público-privadas em nível local. Também desenvolver pesquisas sobre os resultados de programas governamentais desenvolvidos para solucionar as necessidades das populações de baixa renda. Essa conduta pode ajudar o setor a implementar e monitorar as políticas públicas, além de investigar como as tecnologias serão complementares a essas políticas.

Fortalecer networking
Melhorar a conexão entre os empreendedores, investidores, aceleradoras, incubadoras e universidades, tanto do campo de tecnologia quanto do campo social, das diversas regiões do país; além de encorajar o envolvimento de novos empreendedores de negócios de impacto social, educando-os a respeito dos desafios das comunidades de baixa renda e fornecendo suporte financeiro a competições de planejamento estratégico.

Fortalecer o mercado nordestino de negócios de impacto
Apesar de ter um ecossistema de empreendedorismo de base tecnológica extremamente forte – principalmente em cidades como Recife –, ainda não há muito foco em negócios de impacto social no Nordeste, região que contabiliza 83% da população pertencente às classes C, D e E. Embora ainda faltem atores e recursos financeiros voltados para este tipo de negócio, o aumento de interesse no setor na região é promissor e pode ser melhor explorado.

 
 
Fonte: Ne10

 
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