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IBM CRIA CIRCUITO CAPAZ DE DETECTAR ERROS EM PROCESSADORES QUÂNTICOS

29/04/2015



Pesquisadores da IBM criaram um circuito que deixa mais próxima a possibilidade de se desenvolver computadores quânticos. O circuito, composto por quatro qubits (a versão quântica dos bits de computador tradicionais), é capaz de verificar dois tipos de erros em outros qubits; no ano passado, a empresa já havia montado um circuito capaz de detectar um tipo de erro. A equipe detalhou hoje a montagem e os resultados de sua nova criação na publicação científica Nature Communications.

Com esse novo desenvolvimento, a IBM acredita que deve ser capaz de criar uma máquina capaz de calcular centenas de qubits daqui a 5 a 10 anos. Isso porque esse novo circuito representa um avanço em uma das áreas mais controversas da computação quântica: a verificação de erros.

Erros quânticos

Nos computadores tradicionais, os bits podem ter valor 1 ou 0. No entanto, bits gravados na memória do computador podem, por influência de diversos fatores (como raios cósmicos), mudar de valor. Esse fenômeno é conhecido como bit-flipping e, por conta dele, todo computador necessita de um sistema de verificação de erros.

Nos computadores quânticos, no entanto, os qubits podem ter valor igual a 1, 0 ou os dois ao mesmo tempo. Além disso, as maneiras tradicionalmente utilizadas para verificar erros acabam, elas próprias, mudando o valor de um qubit. Em outras palavras, aferir o valor de um qubit faz com que ele mude de valor.
 
A dificuldade de aferir os valores do qubits e, consequentemente, de corrigir erros, é um dos maiores obstáculos à criação de computadores quânticos. Ainda que o novo circuito da IBM não supere totalmente o desafio, ele representa um avanço importante na viabilização de uma nova arquitetura de computadores.

Aplicações

O fato de que os qubits podem assumir dois valores ao mesmo tempo os torna muito mais adequados para algumas tarefas que os processadores tradicionais. Os processadores atuais, por exemplo, ao executar um algoritmo, precisam testar individualmente cada uma de suas possibilidades.

Por esse motivo, alguns dos cálculos mais complexos, segundo o vice-presidente da Lockheed Martin, poderiam levar mais tempo que a idade do Universo para serem realizados. Um computador quântico, por outro lado, seria capaz de testar simultaneamente todas as possibilidades do algoritmo.

Assim, questões que envolvem quantidades enormes de dados imprevisíveis, com muitas possibilidades de interação entre si, podem ser melhor resolvidas por computadores quãnticos. Eles nos possibilitariam, por exemplo, uma previsão do tempo muito mais precisa, além de análises mais acertadas de diversas questões relacionadas a big data.
 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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