Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

EXPERIMENTO FALHO CRIOU POR ACIDENTE UM SUBSTITUTO PARA CIMENTO QUE ABSORVE CO2

20/04/2015

Ferrock


À medida que as cidades se expandem a velocidades cada vez maiores, omesmo acontece com o uso do cimento, necessário para fazer o concreto.Uma estatística bastante citada diz que a China usou tanto cimentoem três anos quanto os EUA nos últimos cem anos. Só há um problema: ele é responsável por colocar muito dióxido de carbono na atmosfera.

Para fabricá-lo, é preciso aquecer o calcário a 1.500°C, e isso emitebastante CO2: estima-se que, para um milhão de toneladas de cimento,800.000 toneladas de gás carbônico são despejadas na atmosfera.

Pesquisadores estão interessados ​​em encontrar maneiras de prenderesse CO2, e por isso o projeto de um estudante da Universidade doArizona, iniciado em 2002, está atraindo tanto interesse.
 
Ferrock
 

Uma reportagem recente da PBSconversou com David Stone, Ph.D. em ciência ambiental, cujo produto foifeito em um laboratório por acidente, enquanto ele fazia experimentoscom ferro. A ideia era impedir que o metal enferrujasse e endurecesse,mas aconteceu algo diferente. Ele explica:

Ele começou a borbulhar e respingar. E eu pensei, bem,isso – isso não deu certo. No dia seguinte, quando eu cheguei, achei omaterial no lixo e o resgatei. Percebi que ele não estava apenas duro:ele ficou muito duro, como um metal vítreo.

Os metais vítreos (ou amorfos) têm uma estrutura semelhante ao vidro, que na verdade os tornam mais rígidos e menos frágeis que metais comuns.

No ano passado, Stone criou uma empresa que vende esse material,chamado Ferrock. Ele é feito a partir de resíduos de siderúrgicas (pó deaço) que normalmente não são reciclados – eles costumam ir direto para olixão. O Ferrock também usa sílica, obtida de vidro reciclado e moído.

Essa mistura de produtos químicos suga CO2 da atmosfera e o prende, como explica a Universidade do Arizona:
 

O Ferrock só endurece quando exposto a altasconcentrações de dióxido de carbono, que é absorvido e preso, fazendocom que este material seja carbono negativo. Este gás do efeito estufase espalha na mistura úmida e reage com o ferro, criando carbonato deferro e tornando-se parte da matriz mineral do material.

Além disso, o material resiste melhor que o cimento a fraturas equebras. Como o material endurece à medida que o pó de ferro enferruja,ele pode ser usado em água salgada e outros ambientes corrosivos. E elenão requer o mesmo processo de produção do cimento, que consome muitocalor.
 
Ferrock
 

Então o Ferrock poderia substituir o cimento, mesmo que em parte?Talvez. Este novo método ainda está em seu início: ele foi patenteadopela universidade, licenciado para Stone, e atualmente está em testespara demonstrar sua resistência.

E mudar o paradigma de uma das maiores indústrias na Terra não é tãofácil quando demonstrar um grande avanço. Quatro bilhões de toneladas decimento são fabricados a cada ano em todo o mundo; ele é a cola quepermite ao concreto endurecer – e o concreto está por toda parte, emestradas, prédios, pontes e outros. Estamos falando de um setor queresponde por até US$ 250 bilhões em lucros por ano.

Há algumas questões em aberto sobre o Ferrock: por exemplo, ele seráviável quando produzido em larga escala? Saberemos mais com o tempo: ogoverno americano deu uma bolsa de US$ 200.000 para mais pesquisas com omaterial; e Stone fundou a empresa Iron Shell para comercializá-lo. Ouseja, provavelmente ouviremos mais sobre este projeto no futuro.
 
 
 
Fonte: Gizmodo

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar