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NEUROCIENTISTA RASPA A CABEÇA EM VÍDEO PARA ENSINAR A ANATOMIA DO CÉREBRO PARA VOCÊ

20/04/2015

Nancy


Nancy Kanwisher é uma neurocientista no MIT que estuda a mente e océrebro humano. Ela também é uma professora que eu gostaria muito deter: ela é tão dedicada a ensinar ciência que raspou a própria cabeçapara dar a você uma ideia melhor da anatomia do córtex.

Graças ao fMRI, uma técnica que usa ressonância magnética, Nancy pôdecriar um modelo 3D do próprio cérebro. Ela então conta com a ajuda deRosa Lafer-Sousa – estudante de neurociência e artista visual – paradesenhar o cérebro no couro cabeludo.
 

O vídeo dá uma introdução ao córtex, a camada superficial de tecidono cérebro, que permite a você ver, ouvir, mover-se e pensar. Ele tem otamanho e espessura de uma pizza grande, e cabe dentro da sua cabeçapois está bem amassado.

No vídeo, a pequena região vermelha responde mais a rostos – aliás,Nancy é conhecida por ter descoberto uma área do cérebro para oreconhecimento facial. Ao lado, há uma região (em azul escuro)especializada em detectar corpos. A região verde é dedicada a processarcenários.

Nancy
 

Se você perturbar alguma dessas regiões com um pulso magnético, suavisão será prejudicada – mas só no aspecto (rostos/corpos/cenários) queessa parte do cérebro processa.

No lado direito, também fica a junção temporo-parietal (em azulclaro), que é ativada “quando você pensa no que outra pessoa estápensando”. Ela está ligada à sensação do “eu”: ajuda a perceber onde estão os limites do seu corpo, e ajuda você a se localizar no espaço.

Para ser mais eficiente, o cérebro aloca diferentes funções em diferentes áreas. Como explica a Scientific American:

Especialistas sabem que neurônios que desempenham funçõessimilares tendem a se agrupar. Os neurônios que controlam o movimentodo polegar, por exemplo, estão localizados ao lado dos que controlam odedo indicador. Por essa razão, quando realizam uma cirurgia cerebral,neurocirurgiões evitam cuidadosamente os agrupamentos neurais associadosà visão, audição e aos movimentos, permitindo assim que o cérebroretenha o máximo possível de suas funções.

Claro, o cérebro humano é muito mais complexo do que uma soma depequenas áreas especializadas: ele pode ativar regiões separadas pararealizar uma mesma tarefa, por exemplo. O estudo das regiões do cérebrovem avançando bastante, mas ainda tem muito a caminhar – e vídeos comoesses ajudam a entender essa jornada.
 
 
 
Fonte: Gizmodo

 
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