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EMPRESAS DE GAMES QUEREM QUE JOGOS ABANDONADOS PERMANEÇAM ENTERRADOS

13/04/2015


A EFF (Electronic Frontier Foundation), um dos principais grupos a defender a liberdade na internet, comprou uma briga grande com a ESA (Entertainment Software Association), organização que representa os interesses das publishers de videogames nos Estados Unidos. O motivo é a disponibilização de games antigos e abandonados online para que futuras gerações também tenham contato com os jogos do passado.

O grupo pede uma exceção na legislação de direitos autorais, que permitiria a modificação do código dos games pelos jogadores em games que não são mais suportados pelos desenvolvedores. Assim, em casos de jogos com funções multiplayer, por exemplo, seria possível conectá-los a servidores de terceiros depois que as empresas desistem de manter os oficiais funcionando.

A lista de games não é pequena, já que muitos games do passado e dos últimos anos se apoiam na conectividade e funções multiplayer. O problema é que quem comprou estes jogos perde uma parte deles quando os servidores são desativados.

“Esta exceção serviria a comunidades de jogadores continuarem usando seus jogos adquiridos, assim como arquivistas, historiadores e pesquisadores acadêmicos que preservam e estudam os videogames e são inibidos pelas restrições legais” acusa a EFF.

Mas a ESA não quer. Segundo ela, modificar o código dos jogos é “hacking” e encorajamento da pirataria. Os games mais modernos, distribuídos em plataformas como o Xbox 360, PS3 e Wii, necessitariam de um jailbreak no console. “Uma exceção assim permitiria e encorajaria os jogos piratas e a reprodução ilegal e a distribuição de conteúdo irregular”, afirma a entidade.
 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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