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LEGISLAÇÃO COLOCA BRASIL NA LANTERNA DE RANKING DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM

19/03/2015

Pesquisa realizada pela Business Software Alliance, uma organização global das 100 maiores empresas de tecnologia e softwares, em 24 países, que juntos compõem 80% do mercado mundial de informações, comunicação e tecnologia, incluindo o Brasil, coloca o País na lanterna do ranking. A posiçaõ é justificada principalmente em função da fraca legislação que não garante a privacidade na transmissão de dados através de diferentes nuvens.

Na avaliação de Peter Armstrong, head de CyberRisks da Willis Group em Londres, o Brasil precisa trabalhar, e rápido, na área de cloud. Segundo ele, tem-se uma grande tentação de falar sobre o risco de terceiros, de focar nos problemas dos bancos e dos consumidores, mas o problema principal está no risco para os negócios das empresas. “As ameaças nos setores de mineração e de commodities, setores que estão por trás do crescimento do país, são enormes”, frisa.

Com relação aos ataques cibernéticos, o risco no Brasil também é grande. Segundo pesquisa “Managing cyber risks in an interconnected world” da PWC, no mundo, eles aumetaram 48% no ano passado, sendo detectados 42,8 milhões de incidentes cibernéticos. As perdas financeiras cresceram 34%. E o Brasil precisa andar mais rápido se quiser combater as ações dos hackers.

“O Brasil, por volta dos anos 1990, desenvolveu muito o banco eletrônico, além disso, conseguiu estabilizar a economia e hoje possui a segunda maior rede de caixas eletrônicos (ATMs) do mundo. Todo esse dinheiro eletrônico, aliado a uma legislação fraca de proteção e sigilo de dados, tornou-se o cenário propício para a atração de hackers”, pontuou Armstrong.

Uma das saídas para tratar políticas estratégicas no combate aos ataques cibernéticos, sustenta o especialista, é a questão sair da área de TI e chegar ao board das empresas, uma vez que as perdas causadas pelos ataques na Internet causam danos de reputação em organizações e interrupção de negócios para as empresas. "E ainda há muito pouco board discutindo os ataques cibernéticos de forma concreta", finaliza o especialista.

 
 
 
Fonte: Convergencia digital

 
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