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MENINAS VIVEM TECNOLOGIA, MAS NÃO A VEEM COMO CARREIRA, DIZ PROFESSORA

13/03/2015

Cerca de 30 meninas de 15 a 17 anos de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, tiveram a oportunidade de conhecer o outro lado da tecnologia durante a Semana da Mulher na Tecnologia. Mais do que usar o WhatsApp, interagir nas redes sociais ou fazer buscas no Google, elas puderam aprender a criar um aplicativo e, de quebra, resolver um problema da comunidade.

"Elas vivem a tecnologia, se possível, 24 horas por dia, seja pelo celular ou pelo computador", diz Juliana Guimarães, 31, coordenadora do ensino médio da escola pública Etelvina de Góes Marcucci, que acompanhou o grupo até a sede do escritório do Twitter no Brasil, onde foi realizada a atividade. "Ainda assim não a enxergam como uma oportunidade de carreira", completa. "É um empurrão para que elas abram os olhos para essa opção."

Larissa Leiros Baroni/UOL
À esquerda, Tamires Lopes, 15, estudante do 2º ano do ensino médio

A maioria das jovens estava ali por curiosidade. "A gente vê as pessoas fazendo e dá vontade de fazer também", conta Tamires Lopes, 15, estudante do segundo ano do ensino médio  "E não é que eu também consegui fazer um (aplicativo)?", acrescentou, que diz pretender continuar treinando em casa e repassar esse conhecimento para os amigos que não participaram do evento. Apesar do entusiasmo, a garota não pretende trabalhar na área da tecnologia. "Quero ser engenheira civil."

Diferente da colega, a também estudante Paloma Florença, 15, não descarta a tecnologia em seu futuro profissional. "Sempre usei o Facebook e a internet para me inteirar das notícias, mas não sabia que a tecnologia poderia facilitar a minha vida ou a da comunidade", contou ela, que relatou ter achado "um pouco fácil" criar um app.

Larissa Leiros Baroni/UOL
Paloma Florença, 15, estudante do 1º ano do ensino médio

Divididas em grupos de até cinco pessoas, com o auxílio de um mentor, as garotas listaram os principais problemas enfrentados na comunidade e criaram um aplicativo com possíveis soluções. Por exemplo, bolaram apps para integrarem alunos e professores, conscientizar a população sobre a importância da reciclagem ou recompensar os moradores que conseguissem economizar água.

"A tecnologia tem que ser vista como uma ferramenta, uma chave de fenda, que pode ajudar as pessoas a construírem o que quiserem", afirmou Nath Goes, 18, voluntária do Technovation Challenge, que incentiva meninas a programarem. Segundo ela, que já participou da competição e hoje atua como "evangelizadora", é preciso quebrar as barreiras de que tecnologia é "difícil" ou "atividade de homem". "Todos podem fazer o que quiserem, basta empenho."

App Inventor

O programa utilizado na oficina para ensinar as garotas a criarem um aplicativo para o sistema operacional Android foi o App Inventor. Basta ter cadastro em uma conta do Google para acessá-lo gratuitamente. Sua interface é bastante intuitiva para quem está acostumado como programas como Photoshop. Há duas colunas laterais: a da direita com os componentes do arquivo, e a da esquerda com as ferramentas disponíveis.

A construção do aplicativo pelo programa é divida em duas etapas. A primeira está relacionada ao design que se quer dar para cada tela do produto, com possibilidades de importar fotos, adicionar e ajustar textos. Tudo é criado em uma aba com formato do celular.

A segunda etapa, mais trabalhosa e menos intuitiva, é a programação, que é realizada acessando o "Blocks Editor". Nesta etapa, é preciso associar ações para cada item do seu programa. O menu na lateral esquerda fornece as opções de comandos, que devem ser arrastadas para a tela principal. Para facilitar a construção das ações, os comandos são estruturados como peças de quebra-cabeças. Apenas funções compatíveis se encaixam.

O ponto negativo do programa é que ele está em inglês e pode dificultar a compreensão das opções de comando.
 
 
Fonte: Uol

 
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