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A ERA DA NUVEM HÍBRIDA

24/02/2015

 
 
 


 Começou ontem, em Las Vegas, nos Estados Unidos, a conferência anual da IBM dedicada à computação na nuvem e mobilidade. A edição deste ano é a maior já registrada, com mais de 20 mil participantes, espalhados por painéis, workshops e palestras durante 3 dias. Na manhã desta segunda-feira, o senior vice-presidente da empresa, Robert Leblanc, deu o tom do encontro desse ano, para uma gigantesca plateia no MGM Garden Arena: nuvem híbrida. O conceito é uma das grandes apostas da IBM para o ambiente de tecnologia nos próximos anos. A capacidade de migrar dados e aplicativos entre nuvens privadas e nuvens públicas é uma das tendências para os sistemas de dados das empresas.

 Por que isso faz diferença?

Imagine que você tenha criado um aplicativo e que esse aplicativo esteja "rodando" num sistema na nuvem. Ou seja, você contratou um serviço que oferece a capacidade computacional para o seu aplicativo. Porém, muitas vezes, esse aplicativo pode ter seu desempenho prejudicado pelo fato de que o datacenter está localizado longe da maior parte dos seus usuários. A solução pode ser migrar sua aplicação para outro datacenter, ou para a sua própria infra-estrutura. A complexidade de uma operação como essa acaba por muitas vezes inviabilzar a operação. Usando contêineres de dados, já é possível migrar a aplicação entre diferentes nuvens, ou mesmo levá-la para sua própria infra-estrutura.
Mas, a ideia das nuvens híbridas vai além da mobilidade. A partir dela, é possível criar aplicações que coletam informações de diferentes fontes.

Traduzindo...

Um dos exemplos que mostram a flexibilidade desse novo ambiente foi mostrado durante a abertura do evento. O Citibank mostrou um novo aplicativo que usa diferentes fontes de informação (na prática, o aplicativo interage com APIs de outras empresas) para oferecer aos clientes novas possibilidades. No exemplo mostrado por Heather Cox, CMO do Citibank, o aplicativo foi usado para marcar um jantar entre amigos. Num mesmo ambiente, foi possível escolher qual o restaurante, reservar a mesa, enviar mapas, dividir a conta e fazer o pagamento - tudo num mesmo aplicativo. O programa coleta dados de outros serviços, como o Yelp (de reviews), o Google Maps e o Open Table (que faz reservas de restaurantes) e promete manter a segurança e a privacidade dos usuários envolvidos na operação.


Reprodução


A força dos desenvolvedores

À medida que esses serviços se tornam cada vez mais sofisticados, o desafio de criar aplicativos mais e mais eficientes é cada vez maior. Mas, uma novidade mostrada por aqui oferece uma avenida para os desenvolvedores. Batizado de API Harmony, um novo produto consegue coletar, com uma simples busca, diferentes API´s que já estão espalhadas pela Web, ajudando os desenolvedores a congregar vários recursos que já são públicos (o caso do uso do Google Maps é apenas o mais óbvio). Ou seja, quando você imaginar o seu próximo aplicativo, será muito mais fácil enriquecê-lo com recursos que já estão espalhados pela internet.

Computação cognitiva

O projeto batizado de Watson é o principal investimento da IBM na área de computação cognitiva. O Watson ficou famoso mundialmente há alguns anos, depois de participar e vencer um quiz show altamente popular nos EUA, derrotando concorrentes humanos. Agora, o sistema está sendo colocado para trabalhos, digamos, mais nobres, como o apoio de inteligência no tratamento do câncer, em cooperação com o MD Anderson Cancer Center - que atualmente é o mais importante centro mundial de combate à doença.
A grande novidade é que a capacidade cognitiva do Watson agora está disponível também para os desenvolvedores, que podem criar aplicativos usando alguns de seus recursos online. É mais um incremento na plataforma de criação de aplicativos Bluemix, que foi apresentada neste mesmo evento um ano atrás e, agora, mostra sinais de evolução.

 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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