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GOOGLE CENSURA BUSCAS SOBRE COMO SE UNIR AO ´EI´

09/02/2015

Google alterou sugestões dadas em buscas depois de ser alertada pela BBC

Na manhã desta sexta-feira, o Google oferecia o complemento automático "Isis" às pessoas - no Reino Unido e Estados Unidos - que iniciavam uma busca escrevendo "como posso me unir".

A sugestão "Isis" - sigla em inglês do grupo extremista autodenominado "Estado Islâmico" (EI), organização jihadista que controla grandes áreas no Iraque e na Síria - vinha em quarto lugar, atrás de "à polícia", "aos iluminati" e "a um sindicato".

Alertado pela BBC, o Google eliminou a sigla de suas sugestões automáticas uma hora e meia depois.

Mas, se o Google censura termos em sua busca, por que não o fazia com este?

O Google diz que as sugestões oferecidas aos usuários são baseadas em "uma série de fatores, entre eles a popularidade de um termo usados nas buscas".

Ainda avalia "200 sinais ou pistas que permitem averiguar o que possivelmente esteja sendo buscado", inclusive a posição geográfica do usuário.

Os termos que outros usuários buscaram no passado também influem nas opções oferecidas.

O Google já eliminou anteriormente alguns termos de suas sugestões, como insultos ou palavras de conteúdo sexual, por motivos legais ou por considerá-los de mau gosto.

"Atualizamos periodicamente nossos sistemas para melhorar as buscas, por isso os termos sugeridos podem mudar com o tempo", diz um porta-voz da companhia.

"Excluímos apenas um pequeno grupo de buscas, como as relacionadas com pornografia, violência, discurso de ódio e infrações de direitos autorais."

Grupo extremista controla áreas no Iraque e na Síria

Ideologia

No mês passado, o Reino Unido e os Estados Unidos prometeram trabalhar conjuntamente para evitar a disseminação de ideologias extremistas.

O "EI" é conhecido por usar redes sociais, como Twitter, Facebook e Instagram, para difundir mensagens, fotos e clipes, estimulando seus seguidores a fazerem o mesmo.

Acredita-se que o grupo e seus apoiadores tenham usado também videogames, panfletos e vídeos para recrutar combatentes.

Mas nem sempre uma busca com o nome de um grupo extremista é um sinal de que uma pessoa concorda com suas ideias ou propostas, explica Danny Sullivan, fundador e editor do site Search Engine Land, dedicado a ferramentas de buscas.

"Pode ser que uma pessoa faça esta busca como parte de uma investigação, para averiguar sobre o ´EI´, e não por que eles querem se unir ao grupo", afirma Sullivan.

"Mas a razão pela qual Isis (ou ´Estado Islâmico´) aparecia como uma das primeiras opções era o grande número de pessoas que escreviam ´Como posso me unir ao Isis´ na caixa de busca."

No entanto, os jihadistas em potencial não conseguiriam aprender muito com estas buscas. Os resultados traziam basicamente reportagens sobre o ´EI´ e suas formas de recrutamento.

 
 
Fonte: Uol

 
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