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FIM DE LINHA PARA A FUSÃO ENTRE A OI E A PORTUGAL TELECOM

23/01/2015

 

A Oi conseguiu a aprovação para a venda dos ativos da PT para a francesa Altice por 7,4 bilhões de euros e pôs nesta quinta-feira, 22/01, um ponto final na transação que envolveu as duas operadoras, que tinham o sonho, em outubro de 2013, de se tornarem uma operadora mundial.

Foram mais de quatro horas de assembleia, marcada por vários posicionamentos, especialmente dos pequenos acionistas, que se posicionaram contrários à venda dos ativos da Portugal Telecom à francesa Altice por 7,4 bilhões de euros e pediam, inclusive, a ruptura da fusão entre a PT e a Oi, mas eles foram vencidos pelos acionistas majoritários, que acabaram, mesmo com críticas ao negócio, aprovando a transação.

A reunião foi marcada pela tensão. Muitos acionistas solicitaram mais informações da Oi e contestavam os dados apresentados. Também presente à Assembleia, o presidente da Oi, Bayard Gontijo, sustentou que a venda dos ativos era o melhor a acontecer para a Portugal Telecom e para a Oi. Mas a tele brasileira foi impedida de votar sob alegação de ´conflito de interesses´.

Apesar das declarações - até emocionadas dos pequenos acionistas, que temiam pelo fim da Portugal Telecom - 97,81% dos acionistas votaram a favor da venda dos ativos para a Altice. Era necessário obter 2/3 dos votos, ou seja 29,2% dos votos. Antes da Assembleia, o mercado financeiro se mostrou otimista com a decisão favorável à venda dos ativos.

As ações da PT e da Oi registraram a maior alta histórica desde setembro, quando começou a turbulência entre as operadoras, deflagrada pelo calote de 837 milhões de euros da RioForte. Essa dívida determinou a queda de Zeinal Bava do comando da Oi e a sua substituição por Bayard Gontijo, efetivado nesta quarta-feira, 21/01, como presidente da tele brasileira.

Para a Oi, a venda dos ativos é um ´alívio´ significativo. Desde sempre a tele brasileira sustentava que essa era o melhor negócio para as partes e a obtenção dos recursos permitiria a participação da operadora no processo de consolidação do setor no Brasil, leia-se, uma possível compra da TIM. A Oi, por conta dos problemas com a Portugal Telecom, não participou do leilão 4G na frequência 700 Mhz, realizado no meio do ´pesadelo´ da relação entre as operadoras.

A venda dos ativos enterra o sonho de se criar uma megaoperadora de língua portuguesa com atuação mundial. No dia 02 de outubro de 2013, a operação entre PT e Oi era anunciada com pompa. Em fato relevante, as operadoras anunciaram a fusão das atividades. O primeiro passo dessa união foi éo aporte de R$ 7 bilhões da Portugal Telecom na Oi para ´melhorar´ o balanço financeiro da operadora nacional.

A CorpCo, como foi batizada a sociedade única entre Oi e PT, surgiu com uma receita de R$ 37,5 bilhões e um EBITDA de R$ 12,8 bilhões. Também nasceu com um cash flow operadonal de R$ 4,2 bilhões. A divida líquida da então companhia - com data de 30 de junho para sua criação - ficou em R$ 41,2 bilhões. As melhorias financeiras e eficiência operacional iriam gerar sinergias estimadas em R$ 5,5 bilhões. Mas a relação foi se deteriorando até chegar a esse melancólico fim de relação entre as operadoras.

Oi diz que decisão foi a de maior valor para os acionistas

Em comunicado à imprensa, a Oi diz considerar acertada a decisão dos acionistas na Assembleia Geral da PT SGPS de aprovar a venda da PT Portugal para a Altice. "A Oi entende que esta decisão é a que gera mais valor para todos os acionistas. Com a venda, a PT Portugal fica mais forte para atuar em Portugal e a Oi fica mais forte para operar no Brasil, com redução das respectivas alavancagens", informa o documento.

A Oi reitera ainda que o processo de venda "é fundamental, pois coloca as duas empresas em melhores condições financeiras e operacionais e, no caso da Oi, representa também a perspectiva concreta de a companhia ter participação importante no processo de consolidação do mercado de telecomunicações brasileira".

Próxima etapa, passada a decisão da Assembleia Geral, é submeter o processo de venda à aprovação dos órgãos reguladores portugueses, seguindo depois para o fechamento e liquidação financeira da operação, que devem estar finalizados até o final do primeiro semestre.

A Oi destaca ainda que, além de seguir os ritos de aprovação da venda da PT Portugal, a Oi manterá o foco em suas quatro prioridades informadas ao mercado:

1.Continuar o processo de transformação operacional da companhia e forte redução/controle de custos. Esta estratégia já começou a apontar bons resultados, conforme indicadores de outubro e novembro divulgados, que apontam um ponto de inflexão do negócio, com a melhora da receita líquida operacional e do Ebitda de rotina em relação ao terceiro trimestre de 2014;

2.Correção do balanço patrimonial da companhia, através de novos movimentos de venda de ativos. Com a venda da PT Portugal, a Oi reduz sua alavancagem líquida. Em um primeiro momento, a companhia ficará com o caixa, para decidir no momento oportuno se usará estes recursos no processo de consolidação do setor e/ou na redução de sua dívida;

3.Migração para o Novo Mercado. A Oi reitera seu propósito de ingressar no Novo Mercado, nível mais elevado de governança corporativa da BMF/Bovespa, conforme compromisso firmado com o mercado no âmbito do seu aumento de Capital;

4.Participar do processo de consolidação do setor de telecom no Brasil. A venda da PT Portugal habilita a Oi a exercer o protagonismo neste processo, que já está em curso no Brasil.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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