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COMO A XIAOMI É CAPAZ DE MANTER SEUS PREÇOS TÃO BAIXOS?

20/01/2015

 
 

Com a Xiaomi se aproximando do Brasil, fica a dúvida se ela será capaz de manter os preços ultracompetitivos vistos no mercado asiático, um dos grandes motivos pelo qual a chinesa ganhou tanto espaço em 2014. Mas afinal, como ela é capaz de vender um top de linha com especificações similares aos concorrentes às vezes pela metade do preço?

Hugo Barra, brasileiro ex-executivo do Google que hoje supervisiona as atividades da Xiaomi tenta dar uma explicação que se resume em dois pontos cruciais: um portifólio pequeno de produtos e aparelhos que permanecem à venda por um longo período.

Em entrevista ao TechCrunch, Barra explica que os produtos seguem nas “prateleiras” (a empresa vende quase todos os seus produtos pela internet) por um período que varia entre 18 e 24 meses, passando por três ou quatro cortes de preços e às vezes ganhando versões ligeiramente melhoradas. A diferença que isso faz na estratégia da empresa é enorme, permitindo fechar melhores acordos com as fornecedoras de componentes.

“O motivo pelo qual podemos cortar o preço é por negociar cortes de custos com nossos fornecedores ao longo do tempo, o que nos deixa com uma margem de lucro maior do que nós precisamos, por isso cortamos o preço”, explica o executivo.

“A maioria dos componentes nos nossos aparelhos continuam os mesmos, então em termos de cadeia de produção, ainda estamos nos mesmos contratos de fornecimento do Redmi 1 [em relação ao Redmi 2], o que significa que continuamos recebendo os mesmos descontos”, ele explica.

Barra diz que isso só é possível pelo fato de o número de produtos ser muito pequeno, com poucos lançamentos por ano. “Quanto mais focado o portifólio, mais eficiente podemos ser em gerenciar os custos”, conta o brasileiro. A estratégia também permite manter de forma mais adequada os updates de software, oferecer acessórios, peças sobressalentes e serviços para o consumidor por um tempo mais longo do que o que é visto normalmente no mercado.

Mas a Xiaomi também se beneficia profundamente do fato de estar situada na China e de sua estratégia de e-commerce. Sua localização próxima das fábricas reduz custos com logística e o fato de vender diretamente para o consumidor em seu site elimina muito do que seria necessário gastar com publicidade, marketing e elimina a margem de lucro do lojista da equação.

Será interessante ver como a Xiaomi lida com este último ponto no Brasil. A marca é conhecida por entusiastas dos smartphones, mas é insignificante para o público comum, que é maioria no país. Sem investimento em publicidade e apoio do comércio, será difícil se tornar conhecida; ao mesmo tempo, se os investimentos forem muito altos para colocar seu nome na boca do povo, isso aumentará os custos do produto e dificultará a manutenção da estratégia de sucesso no Oriente.

Em outros países, a companhia já abriu “exceções” e já começou a procurar parcerias com operadoras em países como Índia, Cingapura e Taiwan, mas também manteve seus planos de vender seus produtos pela sua própria loja online. No caso da Índia, utilizando a estratégia de vendas relâmpago, foram vendidas 1 milhão de dispositivos em cinco meses.
 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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