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SAMSUNG DESAFIA O SOFTWARE DA GOOGLE EM TVS APÓS FRACASSO EM TELEFONES

06/01/2015

O aplicativo da Samsung Electronics Co., concorrente do software da Google Inc., está migrando do segmento de telefonia para o das TVs de tela grande em um momento em que a empresa sul-coreana tenta capitalizar um interesse crescente nas chamadas casas inteligentes.

A maior fabricante de TVs do mundo divulgará os primeiros aparelhos equipados com o software Tizen na Consumer Electronics Show nesta semana e todos os modelos conectados à internet que a empresa vender neste ano rodarão o sistema operacional. A empresa também poderá demonstrar na CES como a TV se comunica com máquinas de lavar roupas, geladeiras e aspiradores de pó.

A família Lee, que controla a empresa, está tentando reinventar a Samsung e transformá-la em uma fornecedora de eletrodomésticos conectados à internet para conseguir uma fatia de um mercado que poderá estar avaliado em US$ 7,1 trilhões até 2020. A Samsung quer gerar receitas por meio de aplicativos e serviços do Tizen assim como a Apple Inc. e a Google fazem com seus sistemas operacionais. A empresa com sede em Suwon, Coreia do Sul, está priorizando as TVs e os eletrônicos de consumo após um ano de atraso do telefone baseado no Tizen.

"No segmento de smartphones não existe chance de o Tizen, da Samsung, superar os dois sistemas operacionais dominantes", disse Claire Kim, analista da Daishin Securities Co. em Seul. "Mas nas TVs a Samsung pode ter uma chance".

A ascensão da Samsung para o primeiro lugar em vendas internacionais de telefones foi possível com a ajuda do Android, da Google. Quase todos os 243 milhões de smartphones que a Samsung vendeu até 30 de setembro rodavam o software, que a Google cede, normalmente, em troca de receitas com anúncios para dispositivos móveis e de uma participação na venda de aplicativos.

Supremacia nos telefones

A Samsung enfrenta o desafio mais duro à sua supremacia no segmento de telefonia após divulgar o menor lucro trimestral em mais de dois anos. O lucro operacional na unidade de telefonia celular, maior geradora de caixa da empresa, teve um declínio de 74 por cento no trimestre de setembro e as vendas caíram 33 por cento.

Isso está levando a empresa a buscar novas fontes de receita. O Tizen surgiu depois que a Samsung se juntou à Intel Corp. e à NTT Docomo Inc., entre outras empresas, para desenvolver uma alternativa ao Android e aumentar os recursos de seu software.

Ajudado por Samsung, LG Electronics Inc. e dezenas de outras produtoras, o Android roda em cerca de 84 por cento dos smartphones. Isso fragmenta o montante de lucros, com muitos vendedores perdendo dinheiro em um mercado lotado, disse a empresa de pesquisas de mercado Strategy Analytics em outubro.

Embora possua apenas 12,3 por cento do mercado, o fato de a Apple, que tem sede em Cupertino, ter a posse de seu sistema operacional lhe dá um controle maior de cada etapa e uma fatia de cada transação.

A Google e a Apple geralmente recebem cerca de 30 por cento de cada aplicativo, música ou filme adquirido para que possam rodar em seus sistemas operacionais.

As "outras" receitas da Google, que incluem a loja para aparelhos móveis Play, assim como o hardware Chromecast, foram de US$ 1,84 bilhão no trimestre de setembro. No mesmo período, a Apple teve uma receita de US$ 4,6 bilhões com o iTunes, com softwares e com aparelhos.

Atrasos do Tizen

Formar o negócio de TV em torno do Tizen ajudará a criar "um sistema integrado muito mais inteligente", disse Won Jin Lee, vice-presidente-executivo da Samsung Electronics, em um comunicado à imprensa, no dia 1º de janeiro.

As incursões iniciais da Samsung no Tizen não tiveram muito sucesso. Seu primeiro telefone baseado no Tizen atrasou mais de um ano. Os relógios de pulso Gear 2 e Gear 2 Neo foram lançados em abril e ambos são compatíveis com muitos telefones Samsung Galaxy.

A empresa deverá melhorar sua competitividade futura levando adiante iniciativas para seus negócios nos setores de "casa inteligente" e "saúde inteligente", disse o co-CEO Kwon Oh Hyun a funcionários, em uma mensagem enviada no dia 2 de janeiro.

A Samsung está transferindo cerca de 500 engenheiros de sua divisão de telefonia celular, alocando-os em grande parte na iniciativa da internet, disseram fontes com conhecimento do assunto.

"Certamente existe um limite em ser simplesmente uma fabricante de hardware sem ter seu próprio sistema operacional", disse Ko Jung Woo, analista da BS Securities Co. Ltd com sede em Seul. "É positivo para a Samsung preparar-se para a próxima batalha, na qual todos os produtos serão controlados por uma única plataforma de software".
 
 
 
Fonte: Uol

 
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