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NO USO DO BIG DATA, A ´CATEQUIZAÇÃO´ VEM PRIMEIRO

22/12/2014

O "big data" [soluções baseadas em processamento de dados] está se tornando cada vez mais comum, à medida que empresas de todos os setores começam a combinar a abundância de dados digitais com softwares inteligentes para analisá-los. É uma mina de ouro em potencial para os fabricantes de softwares, e os analistas preveem um crescimento tórrido do mercado como um todo.

Mas criar negócios de big data, na prática, não é nenhum jogo de enriquecimento rápido, e exige tanto agilidade quanto paciência.

Veja o caso da Cask, uma startup do Vale do Silício fundada em 2011, apoiada por investidores importantes e liderada por engenheiros que saíram do Facebook e Yahoo. No final de setembro, a jovem empresa promissora mudou seu nome e seu modelo de negócio – passando a fornecer software livre e tentando ganhar dinheiro com suporte técnico e consultoria, em vez de com produtos proprietários.

"Todo mundo está batalhando para conseguir alguma renda onde pode", diz Jonathan Gray, diretor-executivo da Cask, que antes se chamava Continuuity.

O desafio é semelhante para as grandes corporações tecnológicas que buscam o mercado de big data, mas é mais agudo para as startups, que não têm o lastro financeiro das gigantes da tecnologia.

O objetivo de toda startup é conseguir se estabelecer logo no mercado emergente, e então crescer rápido e de forma rentável. A maioria quer se tornar companhias de software, porque o software é a parte mais lucrativa do setor de tecnologia. E a que se expande mais rapidamente, uma vez que as companhias estão vendendo código, em geral de forma remota, pela internet como cloud software, ou assinaturas de suporte técnico para softwares livres distribuídos gratuitamente – em vez de vender computadores ou o tempo das pessoas como consultores.

Mas a ciência dos dados, como negócio, ainda é jovem. À medida que a tecnologia ultrapassa as fronteiras de incubadoras de internet como o Google e o Facebook, ela precisa ser aplicada de companhia em companhia, em um setor após o outro. E neste estágio, há muito mais trabalho manual e artesanal do que automação de software.

Então as companhias de softwares aspirantes estão treinando, aconselhando e construindo projetos-piloto para seus clientes comerciais. Elas estão agindo muito mais como companhias de serviços do que pretendem ser no futuro.

Por enquanto, pegar na mão do cliente na parte técnica e a injeção de capital é um passo essencial. As novas companhias estão construindo o mercado de usuários comerciais no comércio, finanças, bens de consumo, saúde e outros setores para os quais poderão vender softwares mais tarde.

"Elas estão montando acampamento e enviando suas primeiras tropas para fazer com que os clientes corporativos as acompanhem", diz Merv Adrian, analista da Gartner.

Para as startups que sobreviverem a uma inevitável triagem de fornecedores, a recompensa pode ser grande. O mercado total para a tecnologia de big data, de acordo com a firma de pesquisa IDC, atingirá US$ 41,5 bilhões em 2018, e mais do que triplicará em cinco anos. E há previsões bem mais otimistas.

Mas o dia do pagamento só chegará para aquelas que encontrarem modelos de negócios sustentáveis.

Os custos de buscar oportunidades com o big data pode ser intimidante. Um vislumbre sobre a aposta de uma companhia foi revelado no mês passado, quando a Hortonworks entrou com a documentação para se preparar para vender ações para o público.

A Hortonworks é uma distribuidora líder do software livre Hadoop, que é uma base de dados para lidar com dados não estruturados da internet, sensores e smartphones, usados na análise de big data.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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