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BRASIL VAI DEIXAR DE VENDER 3,349 MILHÕES DE PCS E NOTEBOOKS EM 2014

05/12/2014

Definitivamente o ano de 2014 não foi bom para a indústria de PCs. Projeção feita pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica mostra que 3,349 milhões de PCs e notebooks deixarão de ser vendidos no Brasil - 1750 milhão de desktops e 1599 milhão de notebooks.

O tablet é o único equipamento de consumo que vai crescer: serão vendidos 1.557 milhão de unidades a mais este ano. Mas, pela primeira vez nos últimos cinco anos, a soma de PCs + tablets vai registrar queda de um ano para o outro. Em 2013, foram vendidos 22.331 milhões. Para este ano, a previsão é que sejam comercializados 20.533 milhões. Para 2015, novos dispositivos, como os relógios inteligentes, são a aposta para sustentar a indústria de Informática.

Em encontro com a imprensa, nesta quinta-feira, 04/12, realizado em São Paulo, a Abinee divulgou a previsão para o mercado de PCs. Segundo a entidade, serão comercializados 3993 milhões de desktops. Em 2013, foram 5748 milhões. Os notebooks também terão uma queda expressiva. Em 2013 foram vendidos 8136 milhões de unidades. Este ano, a expectativa é de vender 6597 milhões.

Os tablets seguem em alta em 2014, mas não mais com o impulso registrado de 2012 para 2013, quando passaram de 3267 milhões para 8386 milhões. Em 2014, os tablets vão chegar a 9.943 milhões o que significará um incremento de 1.557 milhão de unidades este ano. As participações de mercado, caso as projeções se confirmem, devem ficar assim: desktops, 19,4%; notebooks, 32,1% e os tablets com 48,4%.

A maior parte dos tablets vendido no país tem custo abaixo de R$ 500,00 e muitos não têm chip 3G, admite o diretor de Informática da Abinee, Hugo Valério. A retração da venda é vista também como consequência da economia. "Quem compra PCs, desktops e tablets em maior número é o consumidor final. Muitos deles estão endividados ou estão optando pelo smartphone. A convergência virá mais cedo ou mais tarde", pondera Valério.

Segundo o executivo da Abinee, em 2015, novos dispositivos terão um papel importante. "Os relógios inteligentes já começam a aparecer. O tablet surgiu e vai passar como tantos outros dispositivos já passaram. A indústria de Informática vai ter que se reinventar", avaliou Hugo Valério. Em relação a 2013, informática deverá ter uma queda de 8%, muito em função do baixo desempenho dos PCs. A Copa do Mundo -quando houve uma procura maior por TVs- foi um dos fatores apontados pela Abinee para a queda das vendas este ano.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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