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EMPRESAS BRASILEIRAS NÃO TÊM PLANO DE RECUPERAÇÃO DE DESASTRES PARA DADOS

04/12/2014

O atentado ao World Trade Center, em 2001, nos Estados Unidos, matou mais de três mil pessoas, mudou a geopolítica mundial e fez perceber a relevância de proteção contra desastres na área de TI, em função de bancos importantes terem perdido seus dados por terem data centers nas duas torres destruídas no atentado.

Treze anos depois, com a explosão dos dados estruturados e não estruturados das redes sociais, ao que parece, a lição não foi apreendida pelos gestores de Tecnologia da Informação. Pesquisa realizada pela Vanson Bourne, à pedido da EMC, aponta um dado extremamente preocupante: 61% das empresas brasileiras entrevistadas não têm qualquer plano de recuperação de desastre. Apenas 4% delas disseram ter algum tipo de plano de sergurança.

O levantamento, que ouviu 3300 empresas no mundo e 125 brasileiras, também detectou que 91% das empresas brasileiras estão desatualizadas quanto à maturidade da proteção de dados. Nenhuma das corporações brasileiras, entre elas os bancos que estão à frente do uso da TI no Brasil, aparece na análise de maturidade como "líder" em proteção de dados. O estudo mostra que, aqui, 9% são "adotantes".

"Na verdade estamos fazendo mais do mesmo na proteção de dados. É hora de rever o modelo de backup adotado. Não basta mais guardar. É preciso saber como guardar", sustentou Erick Pascoalato, diretor de vendas da divisão Data Protection Advanced (DPAD) da EMC no Brasil, em encontro com a imprensa realizado nesta quarta-feira, 03/12.

Globalmente, as empresas perderam, em média, 400% mais dados do que nos dois últimos anos — o equivalente a 24 milhões de e-mails por empresa. O prejuízo em termos mundiais atingiu US$ 1,7 trilhão. No Brasil chegou a US$ 26,7 bilhões (leia matéria). Como não poderia deixar de ser, o estudo mostra que big data, dispositivos móveis e nuvem híbrida criam novos desafios à proteção de dados.

Tanto é assim que 55% das empresas brasileiras entrevistadas classificaram big data, dispositivos móveis e a nuvem híbrida como "difíceis" de proteger. Com 34% de todos os dados principais localizados em alguma forma de armazenamento na nuvem, isso pode resultar em uma perda substancial.

Na média, as empresas tiveram 17 horas (mais de dois dias de trabalho) de tempo de inatividade inesperado no período, o que acarretou consequências perda de receita e atrasos no desenvolvimento de produtos. Segundo ainda a pesquisa, empresas com três ou mais fornecedores perderam quase cinco vezes mais dados em comparação com as que têm estratégia de um só fornecedor.

"As empresas com três fornecedores também tenderam a gastar, em média, US$ 15 milhões a mais na infraestrutura de proteção de dados, em comparação com as que têm apenas um", reporta o relatório. O levantamento concluiu que 59% das empresas pesquisadas passaram por perda de dados ou tempo de inatividade nos últimos 12 meses.
 
 
 
Fonte: Codigo Fonte

 
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