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EUA COMANDAM ALIADOS E BARRA PROPOSTA BRASILEIRA DE PROTEÇÃO À PRIVACIDADE

18/11/2014

 

Em entrevista ao portal da Abranet, que o Convergência Digital republica, Thiago Tavares, um dos conselheiros do CGI e que esteve presente à PP-14 de 29/10 a 7/11, realizada em Busan, na Coreria do Sul, avaliou a participação da delegação brasileira PP-14 como muito positiva. O País chefiou o grupo de discussão sobre segurança cibernética que aprovou a resolução 130 sobre o fortalecimento do papel da UIT na criação de confiança e  segurança na utilização das tecnologias da informação e comunicação (leia a ata final).

No entanto, o Brasil viu suas propostas sobre a inserção de referências para proteger a privacidade do usuário e de dados grandes esvaziadas por um grupo de países formado por Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Inglaterra e Austrália. “Este bloco se alinhou para barrar as propostas que envolvessem a espionagem”, relata.

Mesmo a resolução 130, sobre segurança cibernética, teve seus pontos mais polêmicos retirados da versão final. “O texto aprovado foi bastante light”, disse Tavares. O fato, contudo, não desmerece o papel da delegação brasileira. “O Brasil esteve entre os dez que mais falaram. Todas as manhãs, fazíamos uma reunião para alinhar e discutir as estratégias de atuação”, disse.

A privacidade dos dados foi um dos temas polêmicos. E, se a PP-14 talvez não possa ser aplaudida pelo o que aprovou, pode o ser pelo que barrou como as propostas da Rússia, de colocar a UIT como papel que hoje é da Iana, como um registrador internacional de endereços e alocações, e da Índia, de reescrever os protocolos IP dentro de cada país (leia mais aqui). “A proposta da Índia é muito grave e teve apoio da Rússia, Arábia Saudita, China e África do Sul”, destacou Tavares. 

O alinhamento dos países favoráveis à proposta da Índia remete imediatamente ao Bric, bloco do qual o Brasil faz parte. Justamente por isto e pela sua influência regional, Thiago Tavares ressalta que o País teria de tomar a dianteira e apresentar uma agenda mais construtiva, com propostas para preservar a liberdade que a Internet proporciona. “Se o Brasil não fizer este papel, outro vai fazer, como a Índia.”
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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