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REDES SOCIAIS CRIAM SOLUÇÕES PARA LIDAR COM A MORTE DE USUÁRIOS

03/11/2014

As redes sociais nunca conseguiram tratar a morte como algo natural. É como se os sites não contassem com esse momento inexorável da vida quando planejaram a experiência do usuário e a interface dos sistemas. Você pode já ter vivenciado o momento: um usuário falece e seu perfil continua no ar se transformando em algo como um velório virtual. Mas isto está mudando.

O Facebook foi uma das primeiras redes sociais a pensar no assunto. Desde então ele tem pensado soluções que se assemelhem cada vez ao que acontece na vida real. Antes, os usuários que faleciam tinham as páginas transformadas em memorial. Agora, os familiares têm a opção de excluir a página ou manter o memorial online para que amigos e parentes possam deixar pública sua despedida.

“Só transformamos em memorial a conta do Facebook de uma pessoa falecida quando recebemos uma solicitação válida”, diz o Facebook. “Tentamos evitar que as referências às contas em memorial apareçam no Facebook de forma que possa incomodar os amigos ou parentes da pessoa falecida, e também tomamos medidas para garantir a privacidade dessa pessoa protegendo a conta dela.”

Caso a conta não seja excluída, os usuários terão no pós-morte as mesmas configurações de privacidade que tinham em vida. Antes, era diferente. Ao morrer, o Facebook permitia que apenas amigos tivessem acesso ao perfil. “Estamos respeitando as escolhas que uma pessoa fez durante a vida enquanto damos à sua comunidade de amigos e familiares a visibilidade contínua do mesmo conteúdo que eles sempre puderam ver”.

Twitter

O Twitter permite que um familiar solicite a exclusão do perfil. Para isso é necessário diversos documentos para comprovar o falecimento, o que inclui certidão de óbito, cópias do RG, entre outros que poderão ser solicitados. Como medida de segurança, o parente ou parceiro/a não terão acesso aos dados da conta como login ou senha, mesmo comprovado o relacionamento com o usuário.

Google

O Google lançou no ano passado um gerenciador para lidar melhor com usuários mortos. Chamado de Gerenciador de Contas Inativas (Inactive Account Manager, em inglês), a ferramenta permite que os usuários diga quais dados deseja deletar ou ainda se eles serão enviados para algum amigo ou parente depois de um determinado período de uso.

E por “determinado período de uso”, o Google entende tanto o desinteresse por determinado serviço quanto o falecimento. Essa ferramente torna tudo mais fácil e menos doloroso. Basta acessar o serviço e avisar aos entes mais próximos do que acontecerá com sua vida online após sua morte. “Poucos de nós gostam de pensar na morte – em especial a nossa própria. Mas fazer planos para o que acontece depois que você se for e muito importante para as pessoas que você deixa para trás”, disse o Google em seu blog oficial.

Planeje sua vida pós-morte

Vale lembrar que as centenas de sites e redes sociais possuem regras distintas para a morte do usuário. O ideal é sempre ler os termos de uso antes de usar qualquer serviço online. Algumas redes determinam que os conteúdo continuarão de posse das empresas, enquanto outros permitem o download por alguém especificado previamente, como parente ou amigo.

Há ainda a opção de registrar um documento em cartório determinando que alguém próximo gerencie seus dados. É algo que ainda é pouco comum, mas ajuda na hora de alguma judicial.
 
 
 
 
Fonte: Ne10

 
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